quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"A ONU não tem credibilidade. É um desperdício de tempo e de dinheiro!"

Assim caracteriza Donald Trump, em seu discurso, quando fala da ONU. Ataca a autoridade do Conselho de Segurança como amigas que fazem "fofocas" umas das outras quando estão magoadas.

No entender do presidente eleito, a ONU faz complicar, torcer o que está correto e criar conflitos.

Interessante que, quando a ONU, em diversas ocasiões decidiu em favor dos EUA, quando estes praticaram "crimes de guerra", sequer cogitavam os americanos do norte da ilegitimidade das decisões do Conselho.

Ocorre que agora, por ocasião de um presidente que nada sabe ou parece saber de relações internacionais, a legitimidade das decisões do mesmo órgão é questionável. 

Os EUA sempre foram ouvidos no Conselho tendo poder de veto, mormente em questões envolvendo o Oriente Médio. Os maiores bandidos do planeta Terra nunca foram verdadeiramente punidos pela ONU.

Agora questionam a legitimidade do Conselho? 

Ora, chega a ser pedante e presunçoso tal questionamento. Donald Trump deveria pensar acerca disso. Acerca das atrocidades cometidas pela Hegemon do globo terrestre que jamais foi punida, nem por crimes ambientais, em franco desrespeito ao Protocolo de Kyoto.

Antes de criticar o Conselho de Segurança da ONU, deveria o dito presidente se voltar contra Barack Obama que criou o imbróglio com Israel, por ocasião de se abster de vetar a decisão daquele órgão. 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Israel, EUA e Resolução da ONU.

 "Israel convoca embaixadores de países que aprovaram resolução na ONU


25/12/2016, 12:12

O governo israelita está furioso pela aprovação de uma resolução contra os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém nas Nações Unidas na sexta-feira e anunciou este domingo que vai mandar chamar os embaixadores de todos os países que votaram a favor da resolução, no que é equivalente a um raspanete diplomático. A visita do primeiro-ministro da Ucrânia a Israel foi cancelada porque o país votou a favor.
Rússia, China, Reino Unido, França (membros do Conselho de Segurança), Japão, Angola, Espanha, Uruguai e Egito. Todos os países com representação diplomática em território israelita foram chamados pelo governo no dia de natal por terem aprovado a resolução.
Mas a retaliação israelita, que habitualmente responde em força contra decisões que não lhe são favoráveis, não se fica por aqui. O primeiro-ministro ucraniano tinha uma viagem oficial marcada para a próxima semana, mas o governo israelita cancelou a visita porque o país aprovou a resolução.
Logo na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que os embaixadores de Israel em países como a Nova Zelândia e o Senegal, outros dois países que votaram a favor da resolução, foram mandados regressar a Israel, um sinal de corte de relações entre os países. Mas a decisão não se ficou por aqui. Neste caso, Israel anunciou que irá aplicar sanções econômicas contra estes dois países.
Este domingo, depois da reunião do governo israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que o seu gabinete está a desenhar um plano de ação para responder à resolução.
“Faremos tudo o que for preciso para que Israel saia ileso desta decisão vergonhosa”, afirmou o primeiro-ministro israelita, citado pelo New York Times.
O embaixador dos Estados Unidos não foi chamado, porque a representante dos EUA nas Nações Unidas não votou a favor, apenas se absteve. Mas foi precisamente a abstenção de Samantha Power que permitiu a aprovação da resolução, uma resolução histórica depois de décadas de proteção dos EUA a Israel nas Nações Unidas.
As relações entre os dois países durante a administração de Barack Obama têm sido tensas. O ponto mais complicado desta relação, até à aprovação desta resolução, aconteceu quando Benjamin Netanyahu viajou numa visita oficial aos Estados Unidos e discursou no Congressos dos EUA a convite dos republicanos, sem coordenar a visita com a sala oval e sem o acordo da administração Obama.
Depois de aprovada a resolução, Netanyahu atirou-se à administração de Obama, a quem acusou de se aliar a quem odeia os israelitas. Donald Trump, presidente eleito que assume o cargo a 20 de janeiro, já disse que está contra esta decisão e que está do lado de Israel". 
Interessante notar como os EUA tiraram o "corpo fora" desta questão, justamente no fim do mandato do presidente Barack Obama. Tendo poder de veto diante do Conselho de Segurança, os EUA tomaram uma atitude um tanto suspeita diante da questão.
O próximo mandatário dos EUA já se pronunciou contra tal resolução, a qual determina o fim imediato e completo das atividades dos colonos, em território palestino ocupado, inclusive Jerusalém oriental. Determina que tal ocupação é ilegal sob a ótica do direito internacional.
Esse fato faz-nos refletir sobre as relações entre Israel e EUA, basicamente "irmãos siameses". Muita cumplicidade foi observada ao longo das décadas, acerca dos crimes internacionais cometidos por ambos em que diversas vezes militavam contra as leis de guerra vigorantes. Juntos e "amigos para sempre".
É com espanto e surpresa que os EUA não tenham vetado tal deliberação, traindo o seu comparsa Israel. 
Aguardemos os dias seguintes ao da data da posse do megaempresário, 20/01/2017, se haverá mudanças nesse tocante.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Um Natal Sombrio!

O Natal é um momento especial. Ceia, reunião em família, celebração de uma data especial e um momento de reflexão.

Ocorre que, este ano, por ocasião de uma crise que afetou sobremodo setores da sociedade, notadamente classe média, não haverá ceia de natal.

Servidores públicos do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro não receberam o 13° salário e tampouco têm como quitar dívidas básicas, quanto mais fazer uma ceia de natal.

Ora, se tal crise afeta a classe média dos servidores públicos, afetará ainda mais as camadas mais desfavorecidas de nossa sociedade. Um natal sombrio se anuncia. Ademais, nem vemos nas ruas decorações de natal e sequer há um "espírito de natal".

Lojas vazias em pleno dezembro. O comércio está em perigo. Já havia esse perigo desde sempre, pois comércio é sazonal, mas no último mês do ano tudo compensava. 

Hoje, o caos. Não bastasse a falência de vários lojistas, os que sobraram sofrem ainda mais com a recessão. Um ano sombrio com um natal mais sombrio ainda.

Seria o fim do mundo ou o prenúncio do fim? 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Modernidade Curiosa!

Estamos vivenciando dias de crise. Interessante observar, nesse passo de descompassos, o quanto a curiosidade tem afetado as pessoas de maneira negativa, posto que a absorção de informações, em tempo, não são filtradas de modo a nos dar a opção de fazer uma reflexão acerca do seu conteúdo.

Há uma neurose de informações e de desinteresse tão grande para com as pessoas que podemos dizer que a modernidade curiosa se conecta a um mundo cada vez mais distanciado do que se acreditar "ser humano".

Ontem, estava a assistir o jornal das seis da Globonews. Um jornalismo de primeira linha sem dúvida, para pessoas curiosas como eu, mas eu notei um certo "ah que notícia velha!", pelo desinteresse nas informações (alarmantes) veiculadas. Os repórteres e âncoras pareciam achar meio rotineiro: "ataque terrorista", "assassinato de embaixador russo".

Eu assistia chocado. Um embaixador sendo assassinado por um cretino, um jovem de 22 anos, Mevlüt Mert Altintas, que ainda exibia a sua arma com bravatas, diante da grande mídia. Os inúteis seguranças não o impediram de falar um monte de asneiras perante as câmeras. 

O policial assassino liquidou com o dito representante russo na Turquia, mas ao que parece isso não afetou as relações diplomáticas. Conforme o canal da grande Rede de Esgoto Nacional de Televisão (Globo).

Penso que isso é uma bizarrice. Deveria sim afetar as relações diplomáticas. É um absurdo um representante de tal quilate, um embaixador, ser assassinado. Ainda por cima da forma como foi feito, diante das câmeras. Repugnante! E que segurança ruim é essa?

"Altintas, que não estava trabalhando, entrou na galeria de arte depois de exibir o distintivo policial e o serviço de segurança do local detectou que estava com uma arma, informa o jornal Sabah.
O policial (sic.), que permaneceu atrás do embaixador na típica posição de segurança, sacou a pistola e matou o diplomata com vários tiros nas costas. Várias câmeras filmaram o assassinato de Karlov, atingido por vários tiros pelas costas quando pronunciava um discurso.
Após o assassinato, o policial gritou "Deus é grande" e afirmou que vingava a cidade de Aleppo, reconquistada pelo exército sírio com o apoio da Rússia."(http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/12/seis-sao-detidos-em-investigacao-por-morte-de-embaixador-russo-na-turquia.html). 

Se fosse com um embaixador brasileiro, estaríamos revoltados, porque isso afeta a soberania nacional. É o mesmo que atentar contra o Estado-nação Brasil. A Rússia deveria repensar isso, pois foi um escândalo e afeta sim relações diplomáticas.

Enfim, o "policial bandido" matou um inocente que tem pouco ou nada a ver com as mortes em Alepo e apenas acende, em nós, cidadãos da comunidade internacional, profunda indignação e repúdio a esse assassino. Os tiros saíram pela culatra, com certeza!    

Quanto ao ataque terrorista em Berlim, que deixou 12 mortos e dezenas de feridos no mercado de Natal, a polícia ainda não localizou o assassino terrorista. (http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/12/20/alemanha-busca-autor-de-ataque-a-mercado-de-natal-em-berlim.htm)

Porém, não vemos a curiosidade chocar os jornalistas da Globonews. Eles pareciam achar uma rotina, duas notícias trágicas. Mas ao falar do avião da chapecoense que caiu vitimando várias pessoas, até hoje se fala nisso. Ocorre que este último não foi algo provocado, deliberadamente, como nas notícias de ontem. O que me faz crer que estas têm mais peso no cenário internacional.

As forças profundas das relações internacionais (mídias televisivas jornalísticas) repercutem num cenário de guerra e de catástrofes humanas anunciadas. Isso não é normal.

A modernidade curiosa nada mais é do que esta ignorância quanto aos fatos. Não há a menor reflexão sobre o que está sendo dito ou noticiado. Uma curiosidade burra, desinteressada, massificada, e quiçá inútil, em virtude de não servir de apoio para uma modificação da maneira de pensar hodierna. 

Se perdemos a capacidade de nos chocar e indignar com tais notícias, melhor não sejamos telespectadores dessas reportagens, pois o interesse de informar também deveria pressupor o de se importar com os outros e não apenas jogar uma informação como se ela fosse corriqueira ou desimportante.    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O medo líquido, deve ser enfrentado!

Na antiguidade, o medo era conhecido: a escuridão. Por ocasião da falta de iluminação pública, que não existia obviamente, os perigos de sair à noite assombravam as pessoas daquela época, seja por temerem a assaltos, assassinatos ou estupros, seja por temerem a fantasmas ou almas penadas.


"'Medo' é o nome que damos a nossa incerteza : nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito – do que pode e do que não pode – para fazê-la parar ou enfrentá-la, se cessá-la estiver além do nosso alcance." (BAUMAN, Zygmunt. O Medo Líquido. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p.7).

O medo sempre pululou a mente das pessoas. Ele, entretanto, mantém vivos os seres humanos que buscam agilizar táticas e estratégias com o intuito de minimizá-lo ou vencê-lo. 

O ser é o ser preocupado, jogado na existência e o medo faz parte dessa preocupação humana na sua jornada existencial. 

É natural e até saudável sentirmos um pouco de medo das situações e circunstâncias que nos cercam, o que prejudica nossas vidas é o excesso de pânico. Ele traz uma ansiedade descomunal, originando a "moderna" doença da depressão.


Ocorre que, hodiernamente, o medo se compagina com a liquidez das relações humanas, cada vez mais frágeis e com poucos significados.

O medo líquido é aquele enfrentado pela geração recente, por ocasião da velocidade, do enorme volume de informações e da dependência extrema da tecnologia.

O que parece certo hoje, amanhã não é mais. A velocidade com que as coisas modificam-se e com a qual a informação toma corpo, produziu pessoas doentes imersas em um mar de desespero fóbico.

Viver tornou-se um pesadelo para esses tais, porquanto não enxergam mais a beleza da vida. O mecanicismo e o tecnicismo fez de pessoas normais, acéfalas de senso crítico.

O contraponto do mundo hodierno é esse, quanto mais a tecnologia avança e a informação se difunde, menos se conhece e se consegue vencer obstáculos que se agigantam a cada dia, tornando a vida muito mais difícil.

O medo líquido corrobora com esse mundo novo, da espionagem, da fragilidade das relações, do controle mental, etc.

O que seria o medo líquido? 

Praticamente, tudo o que se nos apresenta pode nos tornar fóbicos, em virtude da pouca certeza que temos do amanhã. Antes a certeza parecia algo concreto. A partir da inclusão nesse meio tecnológico e volátil, não há mais falar-se em certezas. A não ser a morte que é termo (evento futuro e certo).

Como enfrentar o medo?

A única alternativa de vencer o medo é encará-lo, enfrentá-lo e vencê-lo. Algumas pessoas tidas como medrosas, venceram seus medos com facilidade quando postas às situações que as atormentavam.

"Bizarro, embora muito comum e familiar a todos nós, é o alívio que sentimos, assim como o súbito influxo de energia e coragem, quando, após um longo período de desconforto, ansiedade, premonições sombrias, dias cheios de apreensão e noites sem sono, finalmente confrontamos o perigo real: uma ameaça que podemos ver e tocar. Ou talvez essa experiência não seja tão bizarra quanto parece se, afinal, viermos a saber o que estava por trás daquele sentimento vago, mas obstinado, de algo terrível e fadado a acontecer que ficou envenenando os dias que deveríamos estar aproveitando, mas que de alguma forma não podíamos – e que tornou nossas noites insones(...). Todos nós já ouvimos histórias de covardes que se transformaram em intrépidos guerreiros quando confrontados com um “perigo real”; quando o desastre que tinham esperado, dia após dia, mas em vão tentavam imaginar, finalmente ocorreu. O medo é mais assustador quando difuso, disperso, indistinto, desvinculado, desancorado, flutuante, sem endereço nem motivo claros; quando nos assombra sem que haja uma explicação visível, quando a ameaça que devemos temer pode ser vislumbrada em toda parte, mas em lugar algum se pode vê-la." (BAUMAN, Zygmunt. O Medo Líquido. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p. 6-7).

Em síntese, não podemos nos enredar nas teias do medo sem antes enfrentá-lo e tentar vencê-lo, pois aos homens foi dada a capacidade de vivenciar as situações e buscar vencê-las. Não há necessidade de imaginá-las antes que aconteçam (antecipar-se ao medo), mas sim de vivenciar a fobia e de se planejar contra a mesma com antecedência, posto que o medo imaginado é bem pior do que o vivenciado, em decorrência de "monstros" que criamos e nem imaginamos que fomos nós que os alimentamos.       

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PEC 298/2016 - Golpe? Uma Nova Constituição?

"PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N° 298 (Dos senhores Deputados Rogério Rosso, Miro Teixeira e outros) 

Inclui artigo no Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal para prever a convocação de Assembléia Nacional Constituinte. 

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional: 

Art. 1º O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar acrescido do seguinte artigo: “Art. 101 Os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reunirse-ão, unicameralmente, em Assembleia Nacional Constituinte, livre e soberana, no dia 1º de fevereiro de 2017, na sede do Congresso Nacional, na forma do disposto neste artigo. 

§ 1º O Presidente do Supremo Tribunal Federal instalará a Assembleia Nacional Constituinte e dirigirá a sessão de eleição do seu Presidente. 

§ 2º A Assembléia Nacional Constituinte deliberará, preferencialmente, sobre matéria atinente à Reforma Política e Eleitoral, sendo vedada a apreciação de proposta tendente a abolir: 

I- o Estado democrático de Direito; 

II- a separação dos Poderes; 

III- o voto direto, secreto, universal e periódico; 

IV- a forma federativa de Estado V- os direitos e garantias individuais; e 

VI- o pluralismo político. 

§ 3° A revisão constitucional de que trata este artigo deverá ter prazo certo e determinado, que observará o encerramento da 55ª Legislatura. Câmara dos Deputados.  

§4° As Emendas à Constituição decorrentes do disposto nesse artigo serão promulgadas depois da aprovação de seu texto, em dois turnos de discussão e votação, pelo voto de três quintos dos membros da Assembleia Nacional Constituinte.” 

Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. 

JUSTIFICATIVA 

O ano de 2016 foi simbólico para a sociedade brasileira e para nossas instituições democráticas. O impedimento de uma Presidente da República e a cassação de um Presidente da Câmara dos Deputados, Chefe de um dos Poderes Constituídos e terceiro na linha de sucessão presidencial, evidenciaram a crise que vive nossa democracia e escancararam a necessidade premente de mudança (Negativo senhores parlamentares, significa que finalmente alguém está sendo punido por crimes de colarinho branco nesse país de sacanagem. Não tem a ver com crise da democracia. Meu Deus, que demagogia absurda!). 

Diante de tal cenário, cabe ao Congresso Nacional chamar para si a responsabilidade que lhe confere a Lei Maior e adotar as medidas necessárias ao restabelecimento da normalidade e da pacificação institucional pela qual anseia a sociedade. (Malditos hipócritas e assassinos sociais esses parlamentares. Praticamente, em sua maioria, criminosos, agora querem calar o judiciário a todo custo. Isso não tem dedo do povo, ele jamais reconhecerá tal golpe contra uma Constituição que, apesar de ser uma colcha de retalhos, garante diversos direitos, mesmo que em tese. Um golpe anunciado. Bravo!!!)

Entendemos que somente por meio da convocação de nova Assembléia Nacional Constituinte é que podemos repensar os alicerces de nosso Estado Democrático de Direito (por que só agora? Isso realmente merece que o povo se manifeste contra tal PEC por absurda e inconveniente), em especial no que concerne ao sistema político vigente.

Medidas pontuais ou paliativas somente terão o condão de postergar a verdadeira reforma de que necessitamos para dar corpo às mudanças que almejamos. Fazendo referência às palavras proferidas pelo então Presidente da República, José Sarney, quando da convocação da Assembleia Nacional Constituinte que deu origem à Constituição da República promulgada em 5 de outubro de 1988, “o que faz a autenticidade das Constituições não é a forma de convocar-se o Colégio Constituinte: é a submissão do texto fundamental à vontade e à fé dos cidadãos” (falácia braba).

Diante do exposto, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação da presente Proposta de Emenda à Constituição. 

Sala das Sessões, em de outubro de 2016. 

DEPUTADO ROGÉRIO ROSSO 
DEPUTADO MIRO TEIXEIRA"

Se isso daí passar, é chegado o fim do mundo e o direito será colocado como refém dessa corja de corruptos. Não haverá mais falar-se em democracia. Aliás, democracia há de verdade neste país? 

Ao menos agora começam a ser punidos bandidos do colarinho branco e isso parece ser bom e razoável!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quando tudo falha: a quem procurar?

Logicamente, uma possível resposta ao título dessa postagem será: Deus ou Jesus ou Jeová, etc.! Não querendo ser repetitivo, mas devemos buscar dentro de nós mesmos as respostas para nossos fracassos e desapontamentos. 

Infelizmente ou felizmente, somos atores sociais voltados para essa "grande história" que se nos apresenta em formatos pouco claros e não usuais, assim como conhecemos a história que nos é contada e a achamos coisa "mágica"!

Absolutamente o oposto. A história contada é bem diversa daquela vivenciada. Há inúmeros exemplos na literatura que embelezam algo que foi terrível e exageram fatos que foram até aceitáveis para as épocas em que ocorreram.

Temos de ter em mente apenas uma coisa, olhar para nós mesmos e perguntarmos: como podemos ajudar ao que está precisando de uma palavra amiga ou de um conselho? O ser social, político, aquele interessado pelos assuntos da polis, tem de ouvir o povo e se interessar em ser útil, ter o que chamamos de animus adjuvandi. Procurar entender as situações e buscar consenso e alívio para os que realmente precisam.

Atirar palavras ao vento, dizendo que tudo falhou é uma pieguice imensa. Nada é falho. Todos temos um propósito aqui neste plano terreno. Deus (Jesus) chancela esse pensamento e nos convida a nos conhecermos para que não sejamos reféns de nós mesmos.

A PEC da Previdência, um Absurdo Jurídico!

A Proposta de Emenda à Constituição n° 287 de 2016 configura-se em um absurdo jurídico, na medida em que subtrai muitos direitos ou os mitiga de uma só vez, o que parece um furto à segurança jurídica e à estabilidade dos institutos previdenciários/assistenciais.

Regras de transição não são potentes o suficiente para prevenir o "arrocho" que será sentido por gerações de trabalhadores.

Acabar com o fator previdenciário é positivo, contudo, as regras apresentadas pela PEC faz-nos concluir que será impossível um trabalhador se aposentar pelo INSS, em sua integralidade, com 100% do salário de benefício, tendo de se socorrer obrigatoriamente de uma previdência complementar (privada), caso contrário, seu orçamento pós aposentadoria se reduzirá pela metade diante dos números apresentados pelo secretário da Previdência, Marcelo Caetano.

A pensão por morte passou a ser um tema obscuro e muito mais triste, não apenas pelo sofrimento da família do de cujus, mas pela pauperização das viúvas e de seus dependentes. As regras são absurdas. O valor da pensão pode ser menor do que o mínimo legal. Salário-mínimo que é um direito fundamental social básico.

O Benefício de Prestação Continuada, um benefício assistencial, garantido a pessoas pobres, que se encontram ao desabrigo financeiro, no que toca aos idosos, estes só farão jus ao benefício aos 70 anos, o que atualmente se garante aos 65 anos, atendidos aos requisitos de hipossuficiência da LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social).

Em síntese, para que os erros cometidos em gestões anteriores sejam mitigados, o que é pouco provável, uma massa inteira de trabalhadores e necessitados pagará um preço altíssimo, pela incompetência de governantes que não souberam equacionar o "rombo previdenciário". Será indício de que a previdência está com os dias contados? 

Aguardemos!!!

2017 - Mais um ano perdido?

Sem pretensão de profetizar ou mesmo prevenir contra esta ou aquela situação, mas "especialistas" estão a dizer que 2017 será ainda pior que o ano que finda ao termo deste mês.

Tantas esperanças e sonhos. Um país afundado em crises: política, econômica e social, o Brasil está longe de ser "o país do futuro".

Mostra disso é o declínio da educação, na avaliação do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). O país é muito mal ranqueado, 58° colocado em matemática, num ranking de 65 países.

Isso não se aplica e nem se admite a países de dimensões continentais. Há uma clara mensagem de que as coisas não estão boas e podem piorar bastante.

O cenário de crise se estabelece. A PEC dos gastos públicos, aprovada esta semana, pode fazer com que a educação fique estagnada e se atrase ainda mais neste país de Carnaval e de Mulatas. Futebol é universal, o Brasil já perdeu seu reinado nesse campo há anos.

Assim, 2017 se desenha de modo não muito chamativo. Não há sequer um fio de esperança. Temos de aguentar o ano que virá com um aperto no coração e torcer para não balançar, senão cairemos ou, então, a "diarreia" vai descer e com sangue.

Sou otimista, muito embora seja forçado a concordar que os bons dias já passaram diante dos que virão, por ocasião mesmo das vozes vindas de quase todos os lados. Há uma comoção social, um peso de pensamento e consciência coletiva, um senso comum que persegue o ruído de "apocalipse". 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Donald Trump e Suas Mentiras: Os fins justificam os meios?

Evidenciado na mídia como um grande mentiroso, Donald Trump saiu vitorioso em suas promessas insanas. Resta-nos observar se ele as cumprirá conforme anunciou.

Estava a assistir programa da TV Justiça, em que Carlos Eduardo Cunha entrevistava a dois pensadores de relações internacionais, doutores, um deles, inclusive, Joanisval Gonçalves que foi um dos conteudistas no Curso ILB do Senado Federal, Relações Internacionais: teoria e história.

Nessa entrevista, abordavam o tema Donald Trump e as impressões que ficaram sobre o mesmo. Fizeram um paralelo com Ronald Reagan e concluíram que, em praticamente nada, são compatíveis.

Ocorre que, o "outsider" Trump é um desconhecido da política, ninguém consegue decifrar o que realmente fará. Se expulsará, de fato, milhões de imigrantes ilegais latinos dos EUA. Não se sabe nada acerca de sua abordagem quanto aos muçulmanos, se ele fará o que prometeu ou se selará a paz com a Rússia, cessando com a guerra no Oriente.

As forças profundas das relações internacionais, nos tempos atuais, estão muito mais conectadas aos termos midiáticos do que a frivolidades de uma mente sociopata que promete "governar para os americanos, todos eles".

Trump cunhou sua política baseada na semelhança com o povo americano excluído, haja vista ser ele um "outsider", um estranho na política, muitos se identificaram com isso. 

Na verdade, é um magnata mentiroso que utilizou de meios ardilosos para enganar a população norte-americana, fragilizada pela grave crise econômica mundial deflagrada em 2008 e que persiste em grande parte do território americano. 

Poderia tal líder convalidar sua campanha, convertendo os EUA num país que privilegia o ostracismo, a discriminação religiosa e o racismo?

Entendo que, com base nos ensinamento de Bárbara W. Tuchman, a insensatez humana sobreleva o nível racional, desprezando-o, alcançando a insanidade e a estupidez, algo caótico para o que queremos hoje.

"Por que os homens com poder de decisão política tão frequentemente agem de forma contrária àquela apontada pela razão e que os próprios interesse em jogo sugerem? Por que o processo mental da inteligência, também frequentemente, parece não funcionar?" (TUCHMAN, Bárbara Wertheim. A marcha da insensatez: de Tróia ao Vietnã. Tradução Carlos de Oliveira Gomes. 4° edição. Rio de Janeiro: José Olympio/Bibliex editora, 1996, p. 4).

Nesse passo, segue a política do "outsider" norte-americano, por enquanto sinalizada, caso não modifique seus posicionamentos, da insensatez humana a qual repudia a razão que "dirige os negócios do mundo", em posição contraproducente, abraçada a "(...) fragilidades humanas não-racionais - ambição, ansiedade, busca de posição social, preponderância das aparências, ilusões, auto-ilusões, preconceitos firmados".  (Idem, p. 386). 

Dito isto, os fins justificariam os meios? Absolutamente, não. Penso que a legitimidade de um governo é mais importante do que justificar o injustificável. Mentir e faltar com virtudes proclamadas universalmente, apenas reforçam um "sistema em que o dinheiro e a ambição grosseira" ocupam lugar de destaque, desprezando o bem comum almejado pelo Estado. (Idem, p. 393).

   

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Renan Calheiros, um coronel da política!

Em "Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil", de Victor Nunes Leal, a conceituação de coronelismo se compagina com a ideia de um sistema calcado em uma rede nacional de poder, não sendo simplesmente um "fenômeno da política local" e nem um "mandonismo", tem a ver com todas as esferas de poder político local e nacional, em um "jogo de coerção e cooptação exercido nacionalmente" (LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. 7ª edição. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2012, p.6(prefácio)).

O "Falseamento de representação" reflete a imagem que o Brasil nos dá, nossas instituições estão a ruir em falseamentos. O Supremo Tribunal Federal possui excelência de conhecimento jurídico. Ocorre que, em suas últimas decisões, quedou por inerte ao contemplar a corrupção e não agir consoante os anseios da sociedade.

Renan Calheiros, Presidente do Senado e do Congresso Nacional do Brasil, permaneceu na mesma posição mesmo sendo réu em processo penal pelo crime de peculato. Uma vergonha nacional que em qualquer outro país do mundo não seria admitida.

O Presidente do Congresso é um coronel dos nossos tempos. Algo velho, mas que persiste, de tinhoso que é, porque a ignorância, maldade e arrogância venceram. 

A chancela judicial segue nos passos do coronelismo transmutado dos municípios para as cidades. É um fenômeno nacional que segue os mesmos passos do "jeitinho brasileiro de ser" da "sobranceria", da cordialidade entre poderes.

Há uma sanha desarrazoada, neste sentido, de fazer parecer normal uma pessoa ser acusada criminalmente, com provas robustas do feito, posto que assim não fosse jamais o Ministro Marco Aurélio teria concedido a liminar para afastar do poder o dito criminoso Renan.

O Supremo agiu mal, calou-se diante da injustiça. Concedeu a permanência a um bandido, no assento mais alto de um dos mais importantes dos três poderes da República deste país, o Legislativo.

Devemos nos envergonhar de sermos tão mal representados no parlamento e de tanta qualidade jurídica ser posta a prova e constatada como "acovardada", consoante ensinamentos de Luiz Inácio Lula da Silva.     

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O Perigoso Mundo das Relações Líquidas!

Grande sociólogo/filósofo, Zygmunt Bauman, alerta para o pensamento ora em vigor, a liquidez das relações interpessoais e a destruição da humanização do indivíduo.

Ocorre, na visão desse grande pensador, o que chamamos fluidez dos laços que unem os seres humanos. Basicamente vivemos para o consumo e não visualizamos mais as pessoas. Os relacionamentos tornaram-se voláteis ao ponto em que não há mais conexão real entre pessoas. Há uma coisificação dos relacionamentos. 

As redes sociais são exemplos de como a vida privada se tornou pública ao mesmo tempo em que destruiu relacionamentos físicos que são facilmente substituídos ou dissolvidos. 

"(...) a vida social já se tornou em vida eletrônica  ou cibervida, e a maior parte dela se passa na companhia de um computador, um iPod ou um celular, e apenas secundariamente, ao lado de seres de carne e osso, é óbvio para os jovens que eles não têm sequer uma pitada de escolha. Onde eles vivem, levar uma vida social eletronicamente mediada não é mais uma opção, mas uma necessidade do tipo 'pegar ou largar'. A 'morte social' está à espreita dos poucos que ainda não se integraram ao Cyworld (...)". (BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p. 6).

O ser humano visto como mercadoria é muito assustador. Somos apenas números? Vivemos em um mundo que para sermos e, logicamente, reconhecidos, pois o ser só é se for reconhecido, devemos ser consumidores o que esbarra frontalmente no "direito a não consumir" que se traduz em um direito da personalidade, contudo, o que se vê é que "o ato de consumir tem sido visto como um dever, e o valor da pessoa natural é ditado pelo consumo". (Filipe de Souza Sickert. Direito a Não Consumir: fundamentos para uma nova ética do consumo. 2011. Dissertação de Mestrado - Faculdade de Direito/UFMG. Abril de 2011, pdf).

Assim se configura o nosso novo mundo do consumo líquido e instável. Na medida em que não damos visibilidade de nossas vidas na "rede mundial de computadores", somos esquecidos, rejeitados porque não fazemos parte do consumo adrede aceito.

Essa "sociedade confessional", em atributo a Dionísio, ao narcisismo intrínseco de pessoas com personalidade capenga, fez com que a superexposição dos usuários em rede cedesse lugar ao cibercrime, em uma aldeia global perigosa e repleta de delitos.

Não obstante, "os sistemas informáticos estão sendo usados para rejeitá-las de maneira mais eficaz, dependendo de seu valor para a companhia a que estão ligadas". (BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p. 6).

Nesse sentido, buscam tais sistemas um meio de "peneirar" clientes valiosos e "indesejáveis" para as empresas, buscando "excluir" estes últimos em decorrência de sua carência de recursos financeiros para adquirir os produtos que eles ofertam.

"Eles precisam de uma forma para alimentar o banco de dados com o tipo de informação capaz, acima de tudo, de rejeitar os 'consumidores falhos' - Essas ervas daninhas do jardim do consumo, pessoas sem dinheiro, cartões de crédito e/ou entusiasmo para compras, e imunes aos afagos do marketing. Assim, como resultado da seleção negativa, só jogadores ávidos e ricos teriam a permissão de permanecer no jogo do consumo". (Idem, p. 7) 

Tornamo-nos mercadorias, tanto enquanto consumidores alienados quanto em nossas atividades laborais cotidianas. Atuamos com marketing nos vendendo, não somente os produtos, objetos, mas a nós mesmos.

"São, ao mesmo tempo, os promotores das mercadorias e as mercadorias que promovem. São, simultaneamente, o produto e seus agentes de marketing, os bens e seus vendedores".(Idem, p. 8)

Assim se desenvolve a liquidez da vida, em um mundo dominado pelo mercado volátil que precisa se reinventar a todo momento, contudo não se desapegando do egoísmo, um individualismo sem precedentes de uma "sociedade de consumo", em que o outro é esquecido. As relações interpessoais humanas se destroem por total apatia ao altruísmo, reforçando a tese de que há um perigo iminente, relativamente ao corpo social humano que se dissolve a cada dia, num mundo marcado pelo consumismo e pela indiferença quanto ao próximo.     

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A Terceira Guerra Mundial, Putin vs. Hillary

Nos últimos dias observamos os falatórios acerca da terceira guerra mundial e de como ela se iniciaria. O conflito entre EUA e Rússia, que ocorre na Síria, deflagra uma animosidade entre essas potências do globo, anunciando uma  grande guerra entre a superpotência (Hegemon) e a potência russa. 

Estima-se que o poderio bélico russo, relativamente ao armamento nuclear, supera ao norte americano em algumas centenas de ogivas e as especulações não param. O Youtube está poluído de comentaristas e hoaxes de todos os gostos para dizer que a terceira guerra mundial já está em andamento.

Ainda afirmam ditos "especialistas" em relações internacionais que o fato de Hillary Clinton chegar ao poder nas eleições de 8 de novembro, desencadeará a guerra, porquanto ela é a favor da "Nova Ordem Mundial" o que quer dizer que ela almeja o conflito a fim de reduzir a população mundial, uma teoria de conspiração.

Assim, Donald Trump é o mais querido dos ditos teóricos da conspiração, por ocasião de sua proximidade com a Rússia. Hillary é detestada pelos russos, segundo esses tais, o que ocasionaria a terceira grande guerra.

Penso que Trump com suas falácias e ameaças poderia provocar uma ruptura na paz global vigente, por ocasião de sua discriminação com os povos latinos e por conta de um imperialismos já desgastado que não se sustenta mais com base em mentiras. Fatalmente, haveria descontentamento de boa parte dos países, em particular, europeus que discordam da candidatura do mega empresário.

Aguardemos o veredito popular "democrático" (segundo Putin, não há democracia nos EUA, como se este não fosse um ditador) norte-americano do dia 8 deste mês. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Precisamos Salvar Nosso Planeta!!!

Grande físico e astrônomo brasileiro, orgulho para nós desse imenso país, Marcelo Gleiser, foi o entrevistado de Ana Maria Braga em seu programa matinal de sexta-feira. Ele alertou a um fato muito importante que não podemos esquecer. Os recursos de nosso planeta estão acabando. O planeta suporta apenas 10 bilhões de habitantes se todos forem vegetarianos, 3 bilhões na formatação atual. 

Em um futuro próximo, muitos mais estarão a passar fome. Conforme dados pesquisados por ele, esse é um "século decisivo". Mesmo com as atuais campanhas para salvarmos o planeta, plantarmos árvores e tentarmos mudar nosso destino, a extinção, sabemos que muitos estão pouco se "lixando" para esse assunto e que isso não é da conta do povo porque os governos que respondem por isso, porque já tem o Protocolo de Kyoto... Ainda assim, não ratificado pelos EUA.

Não obstante a isso, podemos celebrar o trabalho mais intensificado do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama, órgãos que ganham mais destaque no molde atual, apesar de a legislação ser branda para com os que destroem a vegetação. O Ministério do Trabalho também merece aplausos no que versa ao combate ao trabalho escravo nesse sentido. A efetividade do trabalho desses órgãos será vista ao longo dos anos seguintes, quando o judiciário for mais rigoroso com os que cometerem tais crimes aplicando multas mais pesadas, oxalá aprovadas pelo Congresso, e quem sabe penas de detenção e reclusão sem direito a sursis ou fiança.

Ainda assim cabe pensar: o que faremos para salvarmos nosso planeta? A resposta não é automática, mas possui relação com o consumo mais consciente, a reciclagem e muitas outras atitudes que tomamos que são erradas como ficarmos boas horas em frente de um computador ou mesmo assistindo à TV, Ar condicionado ligado e até mesmo possuir vários eletrodomésticos, isso prejudica o meio ambiente.

O ser humano destrói demais. Em livro recente de Miriam Leitão, "História do Futuro", ela afirma que muitas espécies estão em extinção e precisamos preservar a floresta amazônica, pois ela está a seguir o mesmo rumo da mata atlântica, ou seja, acabar.

O planeta Terra e seus recursos não podem servir de pretexto para que a modernidade aconteça em detrimento da humanidade. A natureza reclama os prejuízos causados pelo homem e um dia pode ocorrer uma catástrofe global decorrente do desequilíbrio observado.  


Roberto Cláudio Prefeito. Isso é bom ou ruim?

A capa dos noticiários estampam: 85% dos prefeitos estão a favor do governo. Em Fortaleza, a exceção: PDT. O Capitão (América) Wagner não conseguiu desta vez superar o seu adversário que por 53% ascendeu ao poder mais uma vez, em razão mesmo de sua competência.

A Fortaleza que eu conheço não reclama do atual prefeito, afinal todos são iguais, "farinha do mesmo saco", mas há um porém, o candidato Capitão falou inverdades em sua campanha e não soube encaminhar um discurso a seu favor, da mesma feita que Donald Trump não conseguiu encetar discursos convincentes (sic.).

Sou da opinião que candidatos que apelam para "teorias de conspiração" é porque não conseguem planejar um discurso. Não têm vocação para a política. O discurso é uma  arte em que o mais carismático se sobressai e tem reais chances de vencer pelo convencimento.

A arte de convencer não é nova. Estava a assistir programa de televisão que ensina a "ciência do engano". Ocorre que o tal político enganador tem de possuir habilidades para ludibriar o seu "curral eleitoral", mas de fato muitos desconhecem as técnicas para se enganar o povo e vence aquele que comete menos "erros" por assim dizer.

Roberto Cláudio prefeito, isso é bom ou ruim? Sem dúvidas, o mais qualificado é Roberto Cláudio para o cargo, atualmente, mesmo pela sua experiência e por ter feito um mandato razoável. Sabemos que um mandato é ruim quando o povo reclama, como no governo Dilma. Os mandatários estão atrelados à legitimidade alcançada não apenas nas urnas, mas também diante da população em geral nos anos da legislatura. 

A Segurança Pública, O Estado do Medo e A incerteza das Mudanças!

A cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará, está sitiada por bandidos. A segurança pública está ameaçada pelo crime organizado e pelas incertezas de mudanças no cenário social, relativamente a melhorias no setor policial. O que vigora é o estado permanente de medo e insegurança por parte da população que sofre com a bandidagem.

A Fortaleza Bela anunciada pelo governo petista está longe de ser assim, por ocasião dos altíssimos níveis de criminalidade e assassinatos. A cidade mais perigosa do Brasil e 12ª do mundo, segue a passos inacreditáveis, na escalada de violência que se anuncia todos os dias.

Os criminosos se aproveitam do sucateamento das forças policiais e da falta de investimentos em segurança pública para praticarem delitos insanos e absurdos. A audácia é tanta que assaltam à luz do dia a poucos metros de um posto policial.

A banalização do crime nessa cidade assegura a instalação do estado de medo constante nos cidadãos. Pessoas são assaltadas em frente às escolas de seus filhos, onde homens rendem as vítimas com revólver. Homens encapuzados adentram residências e assaltam sem serem apanhados. O medo é banalizado, muitos se acostumam e até utilizam "a bolsa do ladrão", em caso de assaltos, para que não percam seus documentos para os tais larápios.

A fragilidade do sistema de segurança pública aponta e anuncia um estado de calamidade. Assim, podemos vivenciar na pele e até assistir a assaltantes roubando bolsas no meio do dia, observamos ainda tiroteios e mortes até mesmo em bairros de relativa "segurança".

O que ocorre em Fortaleza é um faroeste da pior categoria. Tragédias anunciadas. Tudo nessa cidade se liga aos bandidos. No final um policial é entrevistado sobre o que teria causado o assassinato de um rapaz, a resposta é um repugnante "acerto de contas", para não dizer, "vamos prevaricar, pra que investigar?". Impossível sair na rua e não ouvir que fulano foi assassinado, beltrano assaltado e sicrano sofreu estelionato.

Há sempre algo novo, mas não de positivo. O medo já é banal. Ele é repassado sem grande alarde. Como se fosse a praxe. O costume da cidade. Há muita falta de informação ou informação desencontrada. A polícia é silente e prevarica em boa parte das vezes. 

Sair de casa é um desafio. Sempre alertas como escoteiros e, de preferência, com pouco ou nenhum dinheiro e documentos.

As incertezas de mudanças nesse cenário, que só piora a cada dia, faz-nos pensar: o que eu poderia fazer para transformar essa Fortaleza em uma cidade propícia ao trabalho e ao lazer, sem perigo de sofrer um assalto ou assassinato ou algum tipo de fraude? 

A melhor resposta é aquela que se compagina com a alteridade. Importar-se com o próximo pode fazer com que boa parte dessa bandidagem se dissipe no ar, em razão de que muitos dos que estão nessa situação terem vidas e famílias desestruturadas. Talvez só precisem de uma orientação ou de um auxílio adequado para não voltarem a delinquir.    

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eleições Municipais - O Interesse Público ou da Politicagem!

Estranhamente observamos candidatos à vereança  de nossas cidades que angariam ocupar posição na política de relevância, pedindo-nos o nosso voto e que farão o melhor pelo nosso bairro somente se forem eleitos.

Digo estranhamente, pois o interesse público se esvaiu da mente desses tais. A "cara de pau" é tamanha ao ponto de questionarmos: "ora, se não for eleito, o senhor nada pode fazer pelo nosso bairro? Isso é uma questão de interesse público."

Há candidatos que fazem com que tenhamos ojeriza à política, pois abertamente ressoam um "não, se não for eleito nunca mais apareço aqui!"

Qual seria o objetivo de uma eleição? Por que devemos votar se o interesse público sequer é cogitado? Não compreendo o sentido da obrigatoriedade do voto ou mesmo da obrigatoriedade de haver um vereador. Por mim, acabavam com esse cargo público inútil.

Essas "pessoas", se é que podemos chamá-las pessoas, estão comprometidas com suas próprias vidas e não com seus eleitores.

Currais eleitorais, esse é o sentido de angariarem votos perante os menos favorecidos. Um coronelismo além da enxada, mas muito aquém dos benefícios do anterior. Uma transmutação infértil do velho sistema.

As propagandas eleitoreiras são piadas. Podemos ver de tudo: palhaços, prostitutas e até bandidos. Procuram por um cargo na vereança de suas cidades. Vereadores, que espécie de raça é essa?

Nesse sentido, daqueles vereadores que se elegem e nada fazem, devemos nos manifestar: acabem com essa farra chamada vereança! Abaixo vereadores hipócritas e enganadores. Surrupiadores de dignidade! 


  

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Planeta X, Hercóbulos, Nibiru, Alíenígenas e Outras Bobagens!

A internet tornou-se o campo de discussões tolas e inúteis acerca de boatos, Hoaxes, que fazem-nos pensar: estamos mais burros? A humanidade tem "evoluído" ou "involuído"?

Tais perguntas aguçam nossa capacidade de racionalizar o homem. Construímos essa crítica justamente para fazer uma observação acerca de como podemos nos avaliar no cenário que se nos apresenta. Não obstante, fazemos parte desse jogo alienante, podemos nos dar ao luxo de criticar e pensar. Por que há tantas pessoas que desejam essa involução ou essa alienação? O que há de verdade ou de desejo por parte desses que propalam essas mentiras em rede?

As respostas a esses questionamentos não são agradáveis e eu conheço a razão de muitos desejarem o "Fim do Mundo" ou de que alienígenas existam.

Todos anseiam que alguém os salve desse mundo perigoso e cheio de ameaças. Desejam se evadir por não aceitarem o jugo a que são submetidos. Suas vidas estão desestruturas e pensam que apenas com essas coisas inauditas e absurdas suas vidas tomem rumos diversos ou acabem de vez. 

Contudo, o único objetivo dos que propagam o medo na rede mundial de computadores é o fato de estarem a lucrar com essas notícias fantasiosas. Um entretenimento tolo que faz com que fiquemos ainda mais estagnados. A involução decorre da perda da consciência para com a realidade. Não nos deixa enxergar as mentiras encetadas pelos meios de comunicação e das religiões que sufocam o imaginário dos fanáticos.

A alienação é tal que até sonhamos com catástrofes. Tudo subliminar. Conspirações invadem a rede, causando os mais variados tipos de reação por parte dos que acompanham os hoaxes.

Dizem: o mundo acabará em 21/12/2012, 29/07/2016 ou 28/09/2016, quando o Planeta X chocará com a Terra e blá, blá, blá. 

Não vai acontecer!

Não sei como aguentam escrever tanta bobagem. Melhor seria se teorizassem sobre possíveis guerras, conflitos que realmente ocorrem e que têm real capacidade de serem factíveis e de maior monta, como uma guerra mundial.

Obras de qualidade, clássicos até, estão disponíveis para que possamos pensar. Afinal, como afirma a teoria realista das relações internacionais, "a paz é um período entre guerras". 

Guerras vão acontecer com certeza, só não sabemos quando porque depende de muitas variantes. Desequilíbrios entre potências e superpotência. Aliás, há guerras no oriente médio.

A pergunta que fica é: queremos as guerras? Nossas vidas são tão ruins para desejarmos que tudo acabe?

A lição que fica de tudo isso é que devemos refletir sobre nossas capacidades e nosso aprendizado. Desprezando falácias como Planeta X, alienígenas e outras bobagens que só nos enfraquecem como seres humanos pensantes e partes da evolução que se nos apresenta. Involuir é para os que perderam as esperanças. 

Nós ainda alimentamos pensamentos de ordem progresso graças a Deus!