sábado, 19 de maio de 2018

Google AdSense!

O tempo todo a Google enviava mensagens oferecendo serviços AdSense, para que eu "turbinasse" este espaço com mais visitas, anunciantes, etc. 

Um espaço meu, doado gratuitamente pela gigante de buscas, obrigado Google, mas não te pedi nada.

Então eles insistem para que eu ative o AdSense. Ingenuamente aceito a solicitação. A resposta deles é que não me querem no AdSense, porque precisam proteger seus clientes e que meu conteúdo não atende as especificações de não sei o que e etc...

Enfim, mais uma vez me vi numa situação de ofensas gratuitas a mim, sem ter oferecido nenhuma resistência ou combate a tal proposta AdSense. Não quero o dinheiro da Google. Apenas atendi aos comandos deles. 

Contudo, se meu blog não satisfaz o AdSense, para que tenho que passar por essa vergonha? 

Google, obrigado por este espaço e por me deixar escrever qualquer coisa que eu queira. Não acho mesmo que ele mereça anunciantes é apenas um espaço para escrever ideias e descarregar emoções. Porém, proteger seus anunciantes de mim? 

Tenha dó!

Odiado por ser pobre!

Isso é um desabafo. 

Quem tem familiares babacas entendem do problema mencionado no título dessa postagem. Há pessoas absolutamente mesquinhas medíocres e egoístas que não suportam a convivência com o irmão ou parente que está numa situação de fragilidade social.

O ódio entre os que possuem "laços de sangue" ou agregados (cunhados ou cunhadas), que seja, faz com que imaginemos a origem das fofoquinhas e ódios que são disseminados nesses círculos "satânicos" familiares. Empregados alertam  para o ódio entre irmãos,  o motivo é pelo fato de um ser pobre em relação aos outros.

O fracasso é algo inerente à humanidade. Esta fracassou indelevelmente em vários sentidos. Porém, o problema não está na sociedade em si, mas nas famílias. No início, tudo é muito coeso e pode-se falar até em "amor fraternal. 

A questão é quando essas pessoas crescem, assim, em nome do famigerado egoísmo e da insensatez humana inerente, alguém tem que pagar, ser o bode expiatório, a ovelha negra da família. Este será o mais fraco por assim dizer, o mais pobre.

Ser odiado por ser pobre? Há cabimento nisso, onde a maioria da população é pobre? É muita gente para se odiar não é verdade? 

Se quiserem me odiar pelo motivo acima, estou aberto para ser apedrejado. Apenas quero ter o meu direito de defesa. Pobre sou, mas muito mais coerente e rico de ideias do que os que me odeiam por um motivo que pouco ou quase nada posso fazer para resolver, por enquanto.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O Homem Cordial, Bovarismo Brasileiro e o Mito do Ser Superior!

O brasileiro é uma figura sui generis. Sua característica peculiar, aduzida por Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, marcada pela cordialidade e "jeitinho", refletem a máxima bovarista que faz parte do imaginário do nacional, o qual ludibria-se como ser superior, em um mundo cada vez mais impessoal.

A carapuça serviu ao propósito de demonstrar uma capacidade inata ao nacional, a de esconder deficiências e enaltecer qualidades que sequer possui para demonstrar. O brasileiro é assim, figura cordial, trapaceira, corrupta, que confunde a casa com a rua (Roberto da Matta), o público com o privado, estendendo a intimidade para a comunidade.

A cordialidade aqui junta-se à capacidade de ser corrupto, de usufruir do que é de todos. Um particular que endossa a ideia do "jeitinho", fulcrado no sentimento de possuir. Um sentimento bovarista, em referência a uma autoimagem deturpada da realidade.

Brasileiros pensam ser pessoas grandiosas e admiráveis, seres superiores. Não é à toa que dizem que "Deus é Brasileiro". Um mito a ser eliminado de mentes incultas, porquanto o Brasil é um país fracassado em aspectos como: saúde, educação, política e etc. 


A ilusão inculcada não é recente. Desde que o país foi colonizado e proclamado reino unido a Portugal, imagina-se, sem sucesso, contudo, que vivemos num país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza, uma colônia quase metrópole ou seria melhor que a metrópole?

A imaginação do tupiniquim é a de que somos um país do futuro, de que em se plantando, tudo se colhe e vários outros conhecimentos vulgares que permeiam o imaginário do nacional.

Quais são os culpados dessa mitomania, desse bovarismo, dessa ilusão contrastante entre o querer e o poder?

Acusa-se que tais mitos tenham sido criados pelas peculiares características dos nacionais miscigenados que encontraram em terras além-mar, um ambiente propício ao apadrinhamento, à pessoalidade, em detrimento da administração pública impessoal. 

Fato que começou com a distribuição de títulos de nobreza a quem pudesse pagar, logo após a chegada de D. João VI ao país em 1808.

Nesse sentido, diversamente do que ocorreu nos EUA, por exemplo, aqui não se prega a conquista, mas sim a concessão. Direitos não foram conquistados no Brasil, mas sim concedidos. Reflexo do bovarismo. Pensamos que somos um país democrático e voltado para o bem comum. A Constituição também prega isso, contudo não acontece dessa forma. 

O que ocorre é a confusão do patrimônio público com o privado, do espaço público com o privado, do pensamento público com o privado e por aí vai.

A frustração é tão grande que já há pessoas querendo sair do país. Aos que são descendentes de portugueses em linha reta até o terceiro grau, estes podem requerer a nacionalidade portuguesa. Assim é o Brasil, um país com grandes perspectivas, só que bovarista*.

*Fonte: wikipédia. Em termos psicológicos, o bovarismo consiste em uma alteração do sentido da realidade, na qual uma pessoa possui uma deturpada autoimagem, na qual se considera outra (de características grandiosas e admiráveis), que não é. Em termos mais gerais, o bovarismo faz referência ao estado de insatisfação crônica de um ser humano, produzido pelo contraste entre suas ilusões e aspirações (que geralmente são desproporcionadas tendo em conta suas próprias possibilidades) e a realidade frustrante. Pode ser caracterizada como uma forma de mitomania.
Essa designação de uma condição psicológica foi introduzida pelo filósofo francês Jules de Gaultier, em seu estudo Le Bovarysme, la psychologie dans l’œuvre de Flaubert(1892), no qual se refere ao romance Madame Bovary de Gustave Flaubert, de 1857, principalmente em sua protagonista, Emma Bovary, que se converteu no protótipo da insatisfação conjugal. Ainda que o termo "bovarismo" não seja reconhecido por alguns dicionários, este possui um uso relativamente frequente em obras ensaísticas, além de figurar em dicionários de psicologia

quarta-feira, 14 de março de 2018

Buracos de Minhoca, Dobra no Espaço-Tempo, Teoria ou Realidade?

Em "Uma Breve História do Tempo", Stephen Hawking afirma que "uma teoria é apenas um modelo do universo - ou uma parte restrita dele - e um conjunto de regras que relacionam as quantidades no modelo às observações que fazemos. Ela existe apenas em nossas mentes e não possui qualquer outra realidade (seja lá o que isso possa significar). Uma teoria é considerada boa se satisfaz dois requisitos: descreve de forma adequada um grande número de observações com base em um modelo que contém apenas poucos elementos arbitrários e faz previsões precisas sobre os resultados de futuras observações (...). Qualquer teoria física é sempre provisória, no sentido de que é apenas uma hipótese: nunca se pode prová-la. Não importa quantas vezes os resultados dos experimentos coincidam com alguma teoria, nunca se pode ter certeza de que o resultado não irá contradizê-la da vez seguinte. Em contrapartida, podemos refutar uma teoria ao encontrar uma única observação em desacordo com as previsões (...). Cada vez que observamos novos experimentos coincidirem com as previsões, a teoria sobrevive e nossa confiança nela aumenta; porém, se em algum momento uma nova observação a contradiz, temos de abandonar a teoria ou modificá-la". (HAWKING, Stephen. Uma Breve História do Tempo. Ilustração Ron Miller. Trad. Cássio de Arantes Leite. 1 Ed. Rio de Janeiro Intrínseca, 2015, p. 21-22).

Nesse sentido, os "buracos de minhoca" teorizados pelos cientistas, funcionariam como portais em que se poderia, caso se conseguisse uma nave espacial, viajar pelo espaço-tempo, na velocidade da luz. O espaço tem essa qualidade de se dobrar, porquanto os modelos matemáticos teorizados assim o convalidam. Nesse caso, poder-se-ia ir de um ponto A a um ponto B no espaço, através dessa dobra, de maneira muito mais mais rápida, como se fosse um atalho. Essa teoria dos buracos de minhoca é convalidada pela teoria das cordas. A propriedade de o espaço ser "flexível" corrobora com a tese apresentada.

Apenas hipoteticamente tal acontecimento se traduziria em realidade. Ademais, especula-se a existência de multiversos, em que há várias dimensões da mesma realidade. Contudo, mesmo que tais especulações fossem provadas matematicamente, o homem não conseguiria, com a tecnologia atual, driblar o campo da impossibilidade física, apenas virtualmente poderia contemplar tal realidade, pelo espectro do pensamento.

Assim foi a vida de um dos maiores físico teóricos da atualidade, capaz de magnetizar mentes através da sua genialidade, fazendo-nos curiosos de suas descobertas e de seu conhecimento. Falecido neste dia 14/03/2018, curiosamente no mesmo dia e mês do nascimento do gênio Albert Einstein. A ideia da "Teoria de Tudo", unificar a teoria da relatividade com a teoria quântica era um dos objetivos de Hawking. 

Presto aqui a minha homenagem a esse grande escritor e teórico que se foi, mas deixou para nós suas ideias e pensamentos valiosos. Escritos que podemos contemplar e discutir acerca da física teórica.

A imaginação humana tem esse dom de transformar coisas inexistentes em algo absolutamente diferente e melhor até do que o que foi pensado, mas os avanços em termos tecnológicos, mesmo que por acidente, traduzem a qualidade de homens como Hawking que, de maneira peculiar fez-nos querer conhecer seus pensamentos e sua vida incrível apresentada em filme, "A Teoria de Tudo", que retrata a sua incrível batalha e vitória contra a doença da qual padecia.

R.I.P. Stephen Hawking


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Seitas Religiosas, Trabalho Escravo, Promessas e Mentiras, a que ponto chegamos quando acreditamos nas religiões?

 A religião é uma invenção humana que sobrevive, porquanto nos manteve cooperativos e vivos por milhares de anos. Os homens sempre necessitaram de sistemas de crenças que tornassem inabaláveis as estruturas pelas quais baseavam suas vidas, no sentido de manter a ordem, em busca de um "progresso".

A vida evoluiu, os centros urbanos tomaram corpo, mas as religiões não deixaram de existir. Mesmo que se saiba que são mitos, fábulas e parábolas. O homem sempre preferiu acreditar no que não existe de fato, mas apenas no imaginário, pois é uma forma de "escapismo", a vida fica mais leve, só que não! 

A crença cega em heróis e mártires tem suas consequências: a exploração da fé alheia pelos bandidos de terno das religiões (seitas) modernas Neopentecostais da Prosperidade ou da Libertação.

A seita religiosa que é objeto de notícia, aquela que explorou seus fiéis a entregarem o seu "tudo" e escravizá-los em fazendas, em nada difere de instituições religiosas neopentecostais, das quais a Igreja Mundial, Igreja Universal ou outras fazem parte. 

Esses líderes psicopatas aprisionam seus fiéis em crenças malévolas, instituídas em livros que são interpretados do jeito que eles almejam que seja. Em verdade, a teologia da prosperidade segue a teoria da escolha racional de Rodney Stark, em uma visão sociológica da religião:

"Essa Teoria propõe a aplicação de teorias econômicas e da escolha racional para os fenômenos religiosos, levando em conta o pluralismo religioso presente no Brasil, onde a presença de um Estado laico garante a livre concorrência entre as firmas que oferecem serviços religiosos. Assim, criam-se condições para a explosão religiosa no país, e os especialistas devem oferecer um serviço que atenda à necessidade daquele que busca esse tipo de oferta, para sobreviverem à concorrência. A análise leva em consideração não apenas a demanda religiosa no campo religioso brasileiro, mas principalmente a oferta de bens religiosos dos especialistas da IURD." (BARBIERI JUNIOR, WALTER. 
A TROCA RACIONAL COM DEUS: A Teologia da Prosperidade praticada pela Igreja Universal do Reino de Deus analisada pela perspectiva da Teoria da Escolha Racional.Dissertação de Mestrado apresentado à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), como exigência parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Religião sob a orientação do Prof. Doutor Frank Usarski, São Paulo, 2007, p. 1-120).

Por essas e por muitas outras que não se deve dar crédito a livros de fábulas, contos ou mesmo parábolas, porque fogem ao alcance da boa-fé, em muitas ocasiões. Mercadejam a fé da maneira que mais se adeque à sua racionalidade.

Dito isto numa ótica mercantilista-consumerista. O fiel é visto como um consumidor dos "serviços religiosos" e, como a "busca pela felicidade" está em moda, sendo que o ser feliz é o mesmo que o possuir bens materiais, a apelação segue nesse sentido. Esse é o discurso nas seitas religiosas hodiernas. Para abocanhar a fatia de mercado mais abastada vale de tudo, até prometer riquezas materiais na selva de pedra terrena. 

"Os pastores representam mediadores dos poderes divinos, a resolver os problemas terrenos dos fiéis. O discurso iurdiano caracterizado pela Teologia da Prosperidade diz: 'Jesus quer libertá-los do mal e conceder-lhes vida em abundância, saúde perfeita, prosperidade material e felicidade. O Reino dos Céus é aqui na Terra, e está ao alcance de todos'. Todos são acolhidos pela igreja, viciados, drogados, desempregados, doentes. O caminho para a libertação passa pela fé, oração, exorcismo e o pagamento de dízimos. Existe uma racionalização na oferta de serviços religiosos, um calendário fixo de cultos e rituais para prestar atendimento especializado a problemas específicos".(BARBIERI JUNIOR, WALTER. 
A TROCA RACIONAL COM DEUS: A Teologia da Prosperidade praticada pela Igreja Universal do Reino de Deus analisada pela perspectiva da Teoria da Escolha Racional. Dissertação de Mestrado apresentado à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), como exigência parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Religião sob a orientação do Prof. Doutor Frank Usarski, São Paulo, 2007, p. 1-120).

Assim, a "bênçãos de Deus", para os iurdianos, custam caro e são monetizadas pelas doações dos fiéis:

"A igreja Universal possui uma refinada perspectiva de marketing, pois procura conhecer o seu público, padronizar os ‘produtos’, transformar as pessoas em participantes do processo de ‘produção’, segmentar a audiência, oferecendo-lhes exatamente o que se pensa precisar e desejar naquele momento. Isto é, ela não se contenta em oferecer um ‘produto genérico’, que é o principal benefício esperado pelo consumidor. Muito pelo contrário, ela oferece um ‘produto ampliado’, o qual é desdobrado em outros produtos como cura, prosperidade, comunidade de apoio e outros mais... nos templos da IURD os consumidores religiosos escolhem aqueles produtos que mais se relacionam com suas necessidades e arquiteturaram em sua própria cabeça o produto desejado, conforme as suas aspirações. Isto é, a igreja Universal oferece um kit contendo os ingredientes de um produto retrabalhado no imaginário do ‘consumidor’. O preço a ser pago para a satisfação dos desejos na IURD é monetarizado". (BARBIERI JUNIOR, WALTER. A TROCA RACIONAL COM DEUS: A Teologia da Prosperidade praticada pela Igreja Universal do Reino de Deus analisada pela perspectiva da Teoria da Escolha Racional. Dissertação de Mestrado apresentado à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), como exigência parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Religião sob a orientação do Prof. Doutor Frank Usarski, São Paulo, 2007, p. 1-120). 

Isto é uma vergonha!!! 

Sabemos que qualquer religião que se preze deve estar assentada em regras morais, pois os livros religiosos têm esse perfil, o de moldar o caráter do indivíduo em sociedade, com a finalidade de que esse não se desvie do caminho das leis instituídas pelos homens e que persigam linhas éticas, na maioria das vezes.

As igrejas neopentecostais e outras seitas (IURD, MUNDIAL e TAL...) não estão em compasso com a ética, moral ou bons costumes tão caros à principiologia civilística. Viver em sociedade requer atenção a preceitos básicos como o de "não lesar a outrem", um brocardo jurídico importantíssimo. Esquecem tais líderes psicopatas que a sua função social não pode e não deve, em hipótese alguma, ultrapassar os limites da boa-fé, fundantes do contrato social instituído.

Muito ao contrário, devem tais "capetinhas da fé" deixar de lado seus egoísmos e ajudar a quem deva ser ajudado. Não podendo cobrar qualquer centavo por isso de quem quer que seja e que esteja perdido em sua própria existência, sendo carente de recursos financeiros ou sentimentais (que chamam espirituais, mas isso daí é outra invencionice que não foi provada).

Pedir que a pessoa doe tudo o que tem para uma igreja ou para uma seita deveria ser considerado crime, além de ser um ilícito civil (doação inoficiosa), é estelionato. Porquanto prometem que se aquela fizer o que eles (capetinhas da fé, canalhas da fé, piolhos do mal funcionamento do cérebro) mandam, terá o tudo do Deus!

Enquanto houver Edir Macedo, Silas Malafaia e outros estelionatários da fé (capetinhas), não haverá sequer princípio de boa-fé que seja respeitado por aquelas igrejas, seitas que se autodenominam de Deus, mas que não passam de uma mentira que escraviza indivíduos, zumbificando-os!       

  

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Patrimônio Digital!

Comecei a ler o livro, Herança Digital (Lara, Moisés Fagundes Herança digital / Moisés Fagundes Lara. Porto Alegre, RS: s.c.p., 2016. 200p.) e percebi, em minhas primeiras reflexões, que o autor coloca a questão dos bens digitais, patrimônio digital, bens com valor econômico (Bitcoin, moeda virtual de valor exorbitante, lojas virtuais, e-commerce ou mesmo "direitos autorais digitais") ou não (conta no Facebook, e-books, fotos e etc.) deixados pelo morto e que são virtuais.

O tempo está se acelerando e as mudanças estão ocorrendo de forma anormal. Não segue a um cadenciamento lógico. Não há momentos para reflexões. Contudo, é necessário regular de maneira adequada esse cenário, principalmente no que tange aos bens, porquanto, numa sociedade capitalista, o direito de propriedade a suplanta muitos outros.

Ocorre que, em uma sociedade voltada para a aquisição de bens e propriedades, não se pode deixar de cuidar dos "bens digitais", patrimônio com valor econômico ou sentimental, que necessitam de uma regulamentação. 

É tudo muito recente em nosso Brasil, mas as mudanças estão a seguir a passos acelerados. Diversamente do que ocorre com nossa legislação anacrônica.  

As mudanças não são acompanhadas pelo ordenamento jurídico, porquanto não é o que aprendemos. Pensamos que as leis não devem ser modificadas a todo tempo como ocorre em nosso país. Há milhares delas que de nada servem ou pouca utilidade têm para seus destinatários finais. As leis não foram feitas para serem modificadas, mas não é o que ocorre. Todos os anos modificam alguma coisa no arcabouço de leis. Será mesmo necessário tantas normas ou seria uma questão de privilegiar a hermenêutica acerca dos direitos?

Defende o autor que é necessário regulamentar o direito de "herança digital", porquanto integra o conjunto de bens do falecido. Será mesmo que necessitamos de mais leis ou precisamos mesmo é que os tribunais decidam acerca de tais "bens digitais"? A hermenêutica utilizada, nesses casos, espancaria qualquer dúvida acerca de tais direitos, pois a jurisprudência pátria praticamente legisla (STF e seu ativismo judicial) e está a acompanhar as novas tecnologias, exemplo: processos eletrônicos.  

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

2017: um ano para ser esquecido!

Todos os anos comentamos que  os dias que passaram apressadamente, naquele calendário, foram desperdiçados ou havia muita coisa de ruim acontecendo. Não podemos olvidar, o ano que se passou e chega ao seu termo no fim deste mês trouxe muito desgosto para o povo brasileiro de modo geral.

Refiro-me não somente aos acontecimentos políticos, à corrupção anualmente noticiada à exaustão, estou a me referir a acontecimentos ruins em praticamente todas as esferas. Os brasileiros perderam muito este ano. Muitos direitos foram arrancados, vide a reforma trabalhista e a "uberização" do mercado de trabalho. Muitas famílias passaram por dificuldades financeiras e as doenças no âmbito familiar se avolumaram. Resumindo, muitas desgraças aconteceram e poucos benefícios, de modo geral, foram colhidos deste ano que segue ao fim. Graças a Deus!

A perspectiva para 2018 segue na esperança de que o mundo se acabe e tudo recomece outra vez. A ansiedade toma conta dos corações mais desalentados e das vidas desperdiçadas nas aventuras cotidianas e no medo líquido que parece ter tomado conta do imaginário social, corroendo almas perdidas diariamente. Um fato social notável no tocante à perspectiva humana.

O desejo de que alguma catástrofe mundial aconteça parece ecoar nas mentes humanas, pois o sofrimento já é uma marca insuportável de uma modernidade doente e decadente. A facilidade que a humanidade aceita coisas destrutivas é impressionante, como o é o costumeiro fracasso experimentado pela maioria. Fracassar parece ser a regra aqui. Não é possível reclamar e se indignar, porquanto o fracasso é uma arma poderosa que aniquila esperanças e resigna vontades.

Como aceitar que o fracasso possa funcionar como alavanca para o aprimoramento das inteligências e o incentivo para a perfeição, na perspectiva do sucesso, mesmo que acidental?

As mentes mais brilhantes fracassaram, mas alcançaram feitos inimagináveis e dignos de lugares no pódium da história. Colocar-se como um protagonista histórico é um mérito para poucos. 

Nesse diapasão, o ano que se finda deve ser esquecido. A história será feita no futuro, para gerações posteriores. O desejo é que 2018 seja infinitamente melhor que o de 2017 e que o fim não chegue, porque a única esperança da humanidade é a formação de consciências engajadas com a alteridade. Amar ao próximo, esse deve ser o desejo para que a história se desenrole e a convivência seja a mais harmônica possível.