segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM TE MAGOA? COMO FAZER PARA QUE AS PESSOAS SE SINTAM INSPIRADAS EM VOCÊ?

Perguntas como as do título dessa postagem ferem o imaginário de muitos. O que fazer quando somos colocados em segundo plano, quando somos magoados por quem amamos? Por que sentimos essa "fossa" se a pessoa que faz isso conosco não nos merece?

Na vida, dificilmente encontraremos respostas para sentimentos tão complexos como a mágoa. Ela não merece ser racionalizada, mas vivida. Precisamos disso para nos tornarmos pessoas mais fortes. Para lutarmos contra tais sentimentos precisamos armar-nos de esperança de dias melhores. 

Porém, o "Dia da Vingança" não deve ser querido. Precisamos  nos entender. Conhecer-nos a nós mesmos para que possamos planejar um combate aos sentimentos de mágoa. Largar a pessoa que desejamos ao nosso lado por causa de mágoa entendo ser um erro, porque as pessoas mudam. "Tudo muda numa base que jamais se modifica." (Rui Barbosa). 

De outra ponta, como conseguiremos inspirar as pessoas que estão ao nosso lado? Como podemos fazê-las sentir um desejo de viver se nossas próprias vidas estão arruinadas? 

Penso que a inspiração nasce do empenho. Quando nos empenhamos em alguma coisa, qualquer coisa, a inspiração surge e modifica aquele cenário.

Acredito que o bom combate da vida somente se perfaz com pensamentos consoantes ao que queremos de verdade. Sejamos então desejosos desses pensamentos e busquemos transformar o meio em que vivemos com mais coisas de boa índole e melhores. 

Os fracassos só podem alimentar o desejo de acertar e de modificar e não de nos destruir por completo. Usemos deles para nos fortalecer e ver dias melhores.

Paz!


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

E se fosse possível voltar no tempo?

Stephen Hawking, um dos mais famosos astrofísicos teóricos e gênios da atualidade, idealiza em seus livros a possibilidade das viagens no tempo. Seria possível voltar no tempo e consertar o que erramos?

"É delicado especular abertamente sobre viagem no tempo. Corre-se o risco ou de protestos contra o desperdício de dinheiro público em algo tão ridículo, ou de uma solicitação de que a pesquisa seja classificada para propósitos militares. Afinal de contas, como poderíamos proteger alguém com uma máquina do tempo? Essa pessoa poderia mudar a história e dominar o mundo. Pouco cientistas são tão imprudentes a ponto de trabalhar em um tema tão politicamente incorreto nos círculos da física." (HAWKING, Stephen. O Universo numa Casca de Noz. Trad. Mônica Gagliotti Fortunato Friaça; consultoria Amâncio César Santos Friaça, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 133.)

Essa discussão é possível nos termos da teoria da relatividade geral de Einstein que decifrou, por meio de equações, que o espaço-tempo era curvo e distorcido pela matéria e energia existentes no Universo.

"Na relatividade geral, o tempo pessoal de um observador, medido pelo seu relógio, sempre aumentaria, exatamente como na teoria newtoniana ou no espaço-tempo plano da relatividade restrita. Porém havia agora a possibilidade de que o espaço-tempo pudesse ser tão deformado que você poderia decolar em uma espaçonave e retornar antes de partir." (Idem, p. 135.)

Uma forma de se obter isso são os denominados "buracos de minhoca", espécies de portais que conectariam uma espaçonave em regiões diversas do espaço-tempo, possibilitando romper com os limites de velocidade conhecidos, permitindo viagens galáticas e temporais.

Pode parecer muita viagem, mas e se fosse possível voltar no tempo? Será que as escolhas seriam tão diferentes ou será que seriam piores ainda?

Não é possível saber, porque esse tema pertence ao campo da física teórica e a teoria muitas vezes não se compagina com a realidade. Sonhar é preciso, mas viver a realidade é algo que não podemos nos furtar.

Não posso dizer que não gostaria de voltar no tempo e desfazer todos os erros que cometi, mas talvez simplesmente eu não possa fazer isso, mesmo com uma máquina do tempo, por se incapaz de tal coisa, não por ocasião de paradoxos, mas pelo medo de estar fazendo novamente uma coisa errada, num ciclo vicioso.

Erros são importantes. Cometê-los nos faz pensar que podemos consertar não retroagindo a eles, mas nos tornando pessoas mais fortes, convivendo com nossas escolhas erradas. Errar é humano, uma condição para a existência. Precisamos errar para que tenhamos estímulos na vida. 

Bom seria se não tivéssemos essa preocupação em sempre acertar ou fazer as escolhas adequadas, porque a vida é uma sucessão de fatos, "bons" ou "maus". Cada pessoa tem uma visão diferente do mundo que a cerca!