quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eleições Municipais - O Interesse Público ou da Politicagem!

Estranhamente observamos candidatos à vereança  de nossas cidades que angariam ocupar posição na política de relevância, pedindo-nos o nosso voto e que farão o melhor pelo nosso bairro somente se forem eleitos.

Digo estranhamente, pois o interesse público se esvaiu da mente desses tais. A "cara de pau" é tamanha ao ponto de questionarmos: "ora, se não for eleito, o senhor nada pode fazer pelo nosso bairro? Isso é uma questão de interesse público."

Há candidatos que fazem com que tenhamos ojeriza à política, pois abertamente ressoam um "não, se não for eleito nunca mais apareço aqui!"

Qual seria o objetivo de uma eleição? Por que devemos votar se o interesse público sequer é cogitado? Não compreendo o sentido da obrigatoriedade do voto ou mesmo da obrigatoriedade de haver um vereador. Por mim, acabavam com esse cargo público inútil.

Essas "pessoas", se é que podemos chamá-las pessoas, estão comprometidas com suas próprias vidas e não com seus eleitores.

Currais eleitorais, esse é o sentido de angariarem votos perante os menos favorecidos. Um coronelismo além da enxada, mas muito aquém dos benefícios do anterior. Uma transmutação infértil do velho sistema.

As propagandas eleitoreiras são piadas. Podemos ver de tudo: palhaços, prostitutas e até bandidos. Procuram por um cargo na vereança de suas cidades. Vereadores, que espécie de raça é essa?

Nesse sentido, daqueles vereadores que se elegem e nada fazem, devemos nos manifestar: acabem com essa farra chamada vereança! Abaixo vereadores hipócritas e enganadores. Surrupiadores de dignidade! 


  

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Planeta X, Hercóbulos, Nibiru, Alíenígenas e Outras Bobagens!

A internet tornou-se o campo de discussões tolas e inúteis acerca de boatos, Hoaxes, que nos fazem pensar: estamos mais burros? A humanidade tem "evoluído" ou "involuído"?

Tais perguntas aguçam nossa capacidade de racionalizar o homem. Construímos essa crítica justamente para fazer uma observação acerca de como podemos nos avaliar no cenário que se nos apresenta. Não obstante, fazemos parte desse jogo alienante, podemos nos dar ao luxo de criticar e pensar. Por que há tantas pessoas que desejam essa involução ou essa alienação? O que há de verdade ou de desejo por parte desses que propalam essas mentiras em rede?

As respostas a esses questionamentos não são agradáveis e eu conheço a razão de muitos desejarem o "Fim do Mundo" ou de que alienígenas existam.

Todos anseiam que alguém os salve desse mundo perigoso e cheio de ameaças. Desejam se evadir por não aceitarem o jugo a que são submetidos. Suas vidas estão desestruturas e pensam que apenas com essas coisas inauditas e absurdas suas vidas tomem rumos diversos ou acabem de vez. 

Contudo, o único objetivo dos que propagam o medo na rede mundial de computadores é o fato de estarem a lucrar com essas notícias fantasiosas. Um entretenimento tolo que faz com que fiquemos ainda mais estagnados. A involução decorre da perda da consciência para com a realidade. Não nos deixa enxergar as mentiras encetadas pelos meios de comunicação e das religiões que sufocam o imaginário dos fanáticos.

A alienação é tal que até sonhamos com catástrofes. Tudo subliminar. Conspirações invadem a rede, causando os mais variados tipos de reação por parte dos que acompanham os hoaxes.

Dizem: o mundo acabará em 21/12/2012, 29/07/2016 ou 28/09/2016, quando o Planeta X chocará com a Terra e blá, blá, blá. 

Não vai acontecer!

Não sei como aguentam escrever tanta bobagem. Melhor seria se teorizassem sobre possíveis guerras, conflitos que realmente ocorrem e que têm real capacidade de serem factíveis e de maior monta, como uma guerra mundial.

Obras de qualidade, clássicos até, estão disponíveis para que possamos pensar. Afinal, como afirma a teoria realista das relações internacionais, "a paz é um período entre guerras". 

Guerras vão acontecer com certeza, só não sabemos quando porque depende de muitas variantes. Desequilíbrios entre potências e superpotência. Aliás, há guerras no oriente médio.

A pergunta que fica é: queremos as guerras? Nossas vidas são tão ruins para desejarmos que tudo acabe?

A lição que fica de tudo isso é que devemos refletir sobre nossas capacidades e nosso aprendizado. Desprezando falácias como Planeta X, alienígenas e outras bobagens que só nos enfraquecem como seres humanos pensantes e partes da evolução que se nos apresenta. Involuir é para os que perderam as esperanças. 

Nós ainda alimentamos pensamentos de ordem progresso graças a Deus! 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O FATOR SORTE E AS CONSEQUÊNCIAS DA INATIVIDADE!

"Sem sacrifício não há vitória"! Este é o bordão de Archibald Witwicky em Transformers. Não sem propósito, filósofos e historiadores costumam acreditar nesse bordão. Em nosso país, tal assertiva beira a falácias sem tamanho porque conhecemos quem verdadeiramente trabalha e quem faz pouco que ganha muito trabalhando sem suar.

Notadamente, há uma casta de servidores públicos engajados nesse sentido. Pouco fazem. Atendem à população, mas será que a contento? O modelo vigente no Brasil de concursos públicos segue a uma falácia chamada "meritocracia", contudo o mérito não pertence aos marajás desse país e sim dos que o constroem com esforço e sacrifício. Serviços subalternos são tão castigados no Brasil do arroxo salarial que costumamos dizer que o rico é rico porque muito trabalhou. 

Não é verdade. A verdade é que o rico que mantem suas posses e propriedades apenas possui inteligência para manter o padrão. Não há um sacrifício físico, mas sim mental. Diríamos que há a presença do fator sorte neste caso? Não sei do que chamar a essa benção dada por Deus, haja vista que ninguém se torna inteligente. As pessoas nascem assim e conquistam estrategicamente com planejamentos. Os inteligentes conseguem colocar seus planos em vigor. Poderíamos dizer que sim, o fator sorte se encontra presente em muitos casos. Não fosse assim, Barack Obama não seria cogitado à Casa Branca, nem mesmo o ex- presidente Lula ao maior cargo do executivo nacional.

A inteligência aliada à sorte conferiu a esses atores políticos um espaço no rol da fama mundial.

Daí a pergunta: "Sem sacrifício não há vitória"? 

Disse Sun Tzu: "A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar".

Como? O sacrifício gera a vitória, contudo, pela inteligência e pela estratégia empregada e planejada, não há a necessidade de lutar e nem de sofrer com o que se deseja. O que é uma sorte em termos, porquanto a inteligência tangencia todo o processo da conquista.

terça-feira, 19 de abril de 2016

MARXISMO SINCRÉTICO, QUAL A FINALIDADE DOS COMUNISTAS?

Como dito e repisado por várias fontes que pesquisam sobre o assunto, o comunismo tem a ambição de conquistar o Globo Terrestre, no sentido de finalizar com o sistema capitalista. 

O marxismo sincrético é mais uma roupagem comunista, como o científico ou fabiano. Ocorre que aquele (o sincrético) se utiliza das crenças, dos mitos e do folclore de povos primitivos, para fazer prevalecer a sua ideologia, porquanto se compaginaria com o sistema de crenças de comunidades ou povos específicos.

"Os marxismos sincréticos do Terceiro Mundo variam segundo a população em que pretendem se estabelecer e segundo a relação dominador/dominado que tomam como pivô da ação revolucionária violenta." (RUFIN, Jean-Christophe. O Império e os Novos Bárbaros. Tradução André Amado. 3ª ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1996, p. 92).

Assim, o marxismo sincrético seria uma junção de ideologias, um "Frankenstein" de ideias postas a funcionar de maneria a incorporar pensamentos já presentes em um povo como uma espécie de "marxismo regional" ou localizado, caracterizando um declínio e uma aparição, como anota Rufin:

"Por trás da incoerência das ideologias do Sul, percebe-se o esboço de uma ordem caracterizada por um declínio e uma aparição. O declínio é o dos movimentos marxistas do tipo clássico - proletários científicos, internacionalistas. Eles subsistem em países como o Brasil ou o Chile, onde há uma estrutura de classe relativamente diferenciada e onde a ausência de experiência socialista anterior, ou de seu mártir, mantém intacto o crédito desse tipo de solução."(Idem).

As Ideologias de ruptura que se caracterizam nesses países terceiro mundistas, por ocasião mesmo de o "Arquipélago da Miséria" ser marcado pelas figuras do dominador/dominado, culminando na 

"(...) cultura dos pobres, que são a exaltação da violência e o esforço desses indivíduos dependentes para 'tentar utilizar e integrar os restos de crenças e costumes de origens diversas'(...) As ideologias de ruptura diferenciam-se enormemente em sua expressão, segundo a predominância religiosa, política, ética ou nacionalista. Mas o que as unifica é uma ruptura comum com os 'ideais greco-latinos'" (Ibidem, p. 93).

Destarte, os países do Sul, do denominado "Arquipélago da Miséria" por Rufin, compaginam o seu sincretismo marxista com o desejo de romper com os do Norte a quem julgam ser, nesse maniqueísmo, o dominador, escravizador. Pretendem a descolonização e ser a oposição às ideologias trazidas por estes países.     

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Impeachment ou hipocrisia? Afirmações Falaciosas Acerca de um Procedimento Legítimo!

A votação na Câmara dos Deputados, ontem, acerca do prosseguimento do processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, no que tange a sua admissibilidade naquela Casa Legislativa, desenvolveu-se em clima bastante agitado e discursos curtos, mas inflamados por pessoas que votavam a favor do prosseguimento.

Os parlamentares, alguns deles, diziam coisas sem o menor sentido: "Pelos meus filhos, pela minha mulher e meus dois cachorros, voto SIIIIMMMMMMMM. Tchau querida."; "Pelos mortos na chacina do sei lá que diabo de lugar, voto SIIIIMMM"; "Pelos Bocós, voto a favor Senhor Presidente."

Verdade que há muita hipocrisia ao afirmarem que a Excelentíssima Presidenta Dilma cometeu algum delito que eles, os parlamentares, em sua grande maioria, não tenham cometido. 

Certo que muitos daqueles que falaram "abobrinhas" ao microfone, cometeram alguns ou vários crimes tipificados até mesmo no Código Penal ao longo de suas legislaturas, por outro lado isso não isenta do processo a Presidenta Dilma que foi acusada da prática de crime de responsabilidade, sujeita a destituição do cargo por isso, isto é, o seu impedimento.

Não há que se falar em hipocrisia. Foram vários pedidos de impedimento feitos ao Presidente da Câmara Eduardo Cunha (notoriamente corrupto) que acabou por entender que os requisitos da peça foram atendidos.

Não obstante aos variados escândalos de corrupção de ambos os lados, legislativo e executivo, não é demais ressaltar que é perfeitamente cabível o processo de impeachment por ocasião de haver crime de responsabilidade a ser apurado pelo Senado Federal conforme manda a Constituição Federal, artigo 52, I c/c artigo 85, V, VI e VII.

Então, não há que se falar em hipocrisia nesse caso, porque está amparado na Constituição. Cabe ao Senado decidir acerca desse assunto, já que a ele é dado julgar sobre os crimes de responsabilidade do Chefe do Executivo.

Muito foi dito sobre Eduardo Cunha: "Seu verme, canalha, desgraçado, te odeio, maldito e blá, blá, blá...."

Porém o processo não corria contra o Presidente da Câmara em exercício e sim contra outra pessoa, a Presidente da República, a Chefe Suprema do País. 

As falácias grosseiras dos deputados do PT fazem-nos pensar que eles não são políticos profissionais, mas sim sofistas sem nenhum traquejo argumentativo.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Flagelo do Desemprego, Opiniões Políticas e Pessimismo Inútil!

Basta assistir aos noticiários, jornais em redes de televisão a cabo, em que somente se passam notícias, para vermos o quanto manipulam nossa mente.

O desemprego é um flagelo que aflige a muitos, ocorre que as notícias, como de costume, não são boas, em que pese já haver uma crise institucional com gritos de "impeachment" e bravatas das mais sujas por parte de políticos sem caráter e que deveriam estar no xilindró, muitos que se encontram desempregados têm de ouvir que isso vai piorar ainda esse ano e no seguinte. 

A tortura emocional é muito grande. Há pessoas simplesmente desesperadas e que precisam de notícias melhores. Esse pessimismo inútil não trará nenhum conselho produtivo a quem está numa situação de desespero.

A força das opiniões políticas que poluem redes sociais e demais meios de comunicação só mostra o quanto o povo brasileiro é alienado e não enxerga outra coisa senão noticiários alarmistas e mentirosos da Senhora Rede de Esgoto de Televisão Brasileira (Globo). 

Não é possível que o povo seja tão ignorante a ponto de acreditar que as notícias desta emissora, bem como seu canal de notícias Globo News, não sejam meramente alarmistas e criem uma atmosfera ruim ou péssima diante do governo que aí está para destituí-lo.

Anunciaram hoje, uma crise global, como o nome da dita emissora. Imagine se fosse Universal ou Recorde?

Penso que esse alarmismo deve ser confrontado com números porque a crise é um estado mental muito prejudicial. É melhor viver isolado em uma caverna a ter experiência com tal clima político, econômico e social tão degradante.

Acredito que a poluição sonora das mídias de outros países, ditos desenvolvidos, acerca de coisas tão destrutivas como o desemprego sejam bem mais amenas àquela empregada em nosso país de desempregados e desesperados. 

Essas mentiras jornalisticas fazem com que não confiemos no que é dito nos jornais e sempre duvidemos desses interesses das emissoras que parecem escusos.  

domingo, 10 de abril de 2016

Ativismo Judicial (O Neoconstitucionalismo): A Falência do Poder Legislativo!

Em palestra interessante proferida pelo Professor Doutor da Universidade de São Paulo, José Levi do Amaral Júnior de quem fui também aluno, uma crítica bem interessante ao ativismo judicial que é exercido pelo Guarda Máximo da Constituição Federal de 1988 (Supremo Tribunal Federal), seria o neoconstitucionalismo um "fantasma" a ser combatido pelos "caça-fantasmas", operadores do Direito?

O tema foi levantado em virtude de Congresso realizado no Superior Tribunal Militar acerca do tema Neoconstitucionalismo. Ocorre que, na visão do palestrante, divorciar o Direito Constitucional da política seria o mesmo que cometer um atentado aos poderes constitucionalmente constituídos e à democracia, de maneira que a Constituição de 1988, afirma em seu artigo 1º, parágrafo único, que "todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".

Sublinha o professor que os ministros do Supremo não são eleitos e, portanto, não há que se falar em democracia nesse caso se não houver harmonia entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, no tocante às decisões deste último.

Nesse sentido, duas citações são colocadas para fundamentar o porquê de o ativismo judicial ser algo ruim e antidemocrático:

"Considerar a Suprema Corte nos Estados Unidos da América como uma instituição jurídica é subestimar o seu significado no sistema político americano. Ela também é uma instituição política."  

Nesse diapasão, tendo em vista que ele fala dos Estados Unidos, não entendo por cabível tal afirmação em nosso país, haja vista que notadamente nossas instituições políticas há muito se desvencilharam do "bem comum"  e das boas práticas. Há uma falência generalizada no sistema. E o direito é o remédio que pode dar uma sobrevida ao paciente (Brasil) que se encontra enfermo por ocasião das más práticas políticas adotadas pelos nossos parlamentares.

Prosseguindo, a segunda citação:

"Risco de descarte da política com perda de fé nas instituições democráticas. Um novo fantasma recorre à Europa, o fantasma do neoconstitucionalismo. Os poderes da cultura jurídica européia entraram numa santa aliança, não para exorcizar o fantasma, mas para defendê-lo e exportá-lo". (Fernando Atria)

Defender o neoconstitucionalismo seria o mesmo que dissolver a forma do direito e descambar para uma espécie de totalitarismo.

Penso que o ativismo judicial, como é aplicado, não fere a Constituição, antes a respeita e aplica os princípios constitucionais adrede ao direito posto e não suposto, como parece entender o professor que afirma que colocar os princípios constitucionais acima das normas faria com que o direito positivado não tivessem muito valor, desrespeitando as regras do jogo democrático.

Esquece, contudo, que princípios são nomas-regras (Eros Grau) de mais elevada importância, pois norteiam a aplicação do direito, em caso de conflito aparente de normas, no que diz respeito ao juízo de ponderação.

É cediço, o sistema como posto padece de uma grave doença e o ativismo judicial vem em resposta aos reclames da sociedade. Mesmo porque o amicus curiae é ouvido nas decisões. A sociedade opina de certa forma, claro, as minorias, contudo nada há no Congresso que seja assunto das maiorias e no que tange ao executivo, é o mesmo legibus solutos que sempre foi. 

Daí entendo da mesma maneira que o professor que esse "presidencialismo de coalizão" não merece prosperar em nosso país, mas sim a implantação de um sistema parlamentarista.