quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"A ONU não tem credibilidade. É um desperdício de tempo e de dinheiro!"

Assim caracteriza Donald Trump, em seu discurso, quando fala da ONU. Ataca a autoridade do Conselho de Segurança como amigas que fazem "fofocas" umas das outras quando estão magoadas.

No entender do presidente eleito, a ONU faz complicar, torcer o que está correto e criar conflitos.

Interessante que, quando a ONU, em diversas ocasiões decidiu em favor dos EUA, quando estes praticaram "crimes de guerra", sequer cogitavam os americanos do norte da ilegitimidade das decisões do Conselho.

Ocorre que agora, por ocasião de um presidente que nada sabe ou parece saber de relações internacionais, a legitimidade das decisões do mesmo órgão é questionável. 

Os EUA sempre foram ouvidos no Conselho tendo poder de veto, mormente em questões envolvendo o Oriente Médio. Os maiores bandidos do planeta Terra nunca foram verdadeiramente punidos pela ONU.

Agora questionam a legitimidade do Conselho? 

Ora, chega a ser pedante e presunçoso tal questionamento. Donald Trump deveria pensar acerca disso. Acerca das atrocidades cometidas pela Hegemon do globo terrestre que jamais foi punida, nem por crimes ambientais, em franco desrespeito ao Protocolo de Kyoto.

Antes de criticar o Conselho de Segurança da ONU, deveria o dito presidente se voltar contra Barack Obama que criou o imbróglio com Israel, por ocasião de se abster de vetar a decisão daquele órgão. 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Israel, EUA e Resolução da ONU.

 "Israel convoca embaixadores de países que aprovaram resolução na ONU


25/12/2016, 12:12

O governo israelita está furioso pela aprovação de uma resolução contra os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém nas Nações Unidas na sexta-feira e anunciou este domingo que vai mandar chamar os embaixadores de todos os países que votaram a favor da resolução, no que é equivalente a um raspanete diplomático. A visita do primeiro-ministro da Ucrânia a Israel foi cancelada porque o país votou a favor.
Rússia, China, Reino Unido, França (membros do Conselho de Segurança), Japão, Angola, Espanha, Uruguai e Egito. Todos os países com representação diplomática em território israelita foram chamados pelo governo no dia de natal por terem aprovado a resolução.
Mas a retaliação israelita, que habitualmente responde em força contra decisões que não lhe são favoráveis, não se fica por aqui. O primeiro-ministro ucraniano tinha uma viagem oficial marcada para a próxima semana, mas o governo israelita cancelou a visita porque o país aprovou a resolução.
Logo na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que os embaixadores de Israel em países como a Nova Zelândia e o Senegal, outros dois países que votaram a favor da resolução, foram mandados regressar a Israel, um sinal de corte de relações entre os países. Mas a decisão não se ficou por aqui. Neste caso, Israel anunciou que irá aplicar sanções econômicas contra estes dois países.
Este domingo, depois da reunião do governo israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que o seu gabinete está a desenhar um plano de ação para responder à resolução.
“Faremos tudo o que for preciso para que Israel saia ileso desta decisão vergonhosa”, afirmou o primeiro-ministro israelita, citado pelo New York Times.
O embaixador dos Estados Unidos não foi chamado, porque a representante dos EUA nas Nações Unidas não votou a favor, apenas se absteve. Mas foi precisamente a abstenção de Samantha Power que permitiu a aprovação da resolução, uma resolução histórica depois de décadas de proteção dos EUA a Israel nas Nações Unidas.
As relações entre os dois países durante a administração de Barack Obama têm sido tensas. O ponto mais complicado desta relação, até à aprovação desta resolução, aconteceu quando Benjamin Netanyahu viajou numa visita oficial aos Estados Unidos e discursou no Congressos dos EUA a convite dos republicanos, sem coordenar a visita com a sala oval e sem o acordo da administração Obama.
Depois de aprovada a resolução, Netanyahu atirou-se à administração de Obama, a quem acusou de se aliar a quem odeia os israelitas. Donald Trump, presidente eleito que assume o cargo a 20 de janeiro, já disse que está contra esta decisão e que está do lado de Israel". 
Interessante notar como os EUA tiraram o "corpo fora" desta questão, justamente no fim do mandato do presidente Barack Obama. Tendo poder de veto diante do Conselho de Segurança, os EUA tomaram uma atitude um tanto suspeita diante da questão.
O próximo mandatário dos EUA já se pronunciou contra tal resolução, a qual determina o fim imediato e completo das atividades dos colonos, em território palestino ocupado, inclusive Jerusalém oriental. Determina que tal ocupação é ilegal sob a ótica do direito internacional.
Esse fato faz-nos refletir sobre as relações entre Israel e EUA, basicamente "irmãos siameses". Muita cumplicidade foi observada ao longo das décadas, acerca dos crimes internacionais cometidos por ambos em que diversas vezes militavam contra as leis de guerra vigorantes. Juntos e "amigos para sempre".
É com espanto e surpresa que os EUA não tenham vetado tal deliberação, traindo o seu comparsa Israel. 
Aguardemos os dias seguintes ao da data da posse do megaempresário, 20/01/2017, se haverá mudanças nesse tocante.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Um Natal Sombrio!

O Natal é um momento especial. Ceia, reunião em família, celebração de uma data especial e um momento de reflexão.

Ocorre que, este ano, por ocasião de uma crise que afetou sobremodo setores da sociedade, notadamente classe média, não haverá ceia de natal.

Servidores públicos do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro não receberam o 13° salário e tampouco têm como quitar dívidas básicas, quanto mais fazer uma ceia de natal.

Ora, se tal crise afeta a classe média dos servidores públicos, afetará ainda mais as camadas mais desfavorecidas de nossa sociedade. Um natal sombrio se anuncia. Ademais, nem vemos nas ruas decorações de natal e sequer há um "espírito de natal".

Lojas vazias em pleno dezembro. O comércio está em perigo. Já havia esse perigo desde sempre, pois comércio é sazonal, mas no último mês do ano tudo compensava. 

Hoje, o caos. Não bastasse a falência de vários lojistas, os que sobraram sofrem ainda mais com a recessão. Um ano sombrio com um natal mais sombrio ainda.

Seria o fim do mundo ou o prenúncio do fim? 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Modernidade Curiosa!

Estamos vivenciando dias de crise. Interessante observar, nesse passo de descompassos, o quanto a curiosidade tem afetado as pessoas de maneira negativa, posto que a absorção de informações, em tempo, não são filtradas de modo a nos dar a opção de fazer uma reflexão acerca do seu conteúdo.

Há uma neurose de informações e de desinteresse tão grande para com as pessoas que podemos dizer que a modernidade curiosa se conecta a um mundo cada vez mais distanciado do que se acredita "ser humano".

Ontem, estava a assistir o jornal das seis da Globonews. Um jornalismo de primeira linha, sem dúvida, para pessoas curiosas como eu, mas notei um certo "ah que notícia velha!", por ocasião do desinteresse nas informações (alarmantes) veiculadas. Os repórteres e âncoras pareciam achar meio rotineiro: "ataque terrorista", "assassinato de embaixador russo".

Eu assistia chocado. Um embaixador sendo assassinado por um cretino, um jovem de 22 anos, Mevlüt Mert Altintas, que ainda exibia a sua arma com bravatas, diante da grande mídia. Os inúteis seguranças não o impediram de falar um monte de asneiras perante as câmeras. 

O policial assassino liquidou com o dito representante russo na Turquia, mas ao que parece isso não afetou as relações diplomáticas. Conforme o canal da grande Rede de Esgoto Nacional de Televisão (Globo).

Penso que isso é uma bizarrice. Deveria sim afetar as relações diplomáticas. É um absurdo um representante de tal quilate, um embaixador, ser assassinado. Ainda por cima da forma como foi feito, diante das câmeras. Repugnante! E que segurança ruim é essa?

"Altintas, que não estava trabalhando, entrou na galeria de arte depois de exibir o distintivo policial e o serviço de segurança do local detectou que estava com uma arma, informa o jornal Sabah.
O policial (sic.), que permaneceu atrás do embaixador na típica posição de segurança, sacou a pistola e matou o diplomata com vários tiros nas costas. Várias câmeras filmaram o assassinato de Karlov, atingido por vários tiros pelas costas quando pronunciava um discurso.
Após o assassinato, o policial gritou "Deus é grande" e afirmou que vingava a cidade de Aleppo, reconquistada pelo exército sírio com o apoio da Rússia."(http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/12/seis-sao-detidos-em-investigacao-por-morte-de-embaixador-russo-na-turquia.html). 

Se fosse com um embaixador brasileiro, estaríamos revoltados, porque isso afeta a soberania nacional. É o mesmo que atentar contra o Estado-nação Brasil. A Rússia deveria repensar isso, pois foi um escândalo e afeta sim relações diplomáticas.

Enfim, o "policial bandido" matou um inocente que tem pouco ou nada a ver com as mortes em Alepo e apenas acende, em nós, cidadãos da comunidade internacional, profunda indignação e repúdio a esse assassino. Os tiros saíram pela culatra, com certeza!    

Quanto ao ataque terrorista em Berlim, que deixou 12 mortos e dezenas de feridos no mercado de Natal, a polícia ainda não localizou o assassino.(http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/12/20/alemanha-busca-autor-de-ataque-a-mercado-de-natal-em-berlim.htm). 

Não vemos a curiosidade chocar os jornalistas da Globonews. Eles pareciam achar uma rotina, duas notícias trágicas. Todavia, ao falar do avião da chapecoense que caiu vitimando várias pessoas, até hoje se fala nisso. Ocorre que este último não foi algo provocado, deliberadamente, como nas notícias de ontem. O que me faz crer que estas últimas têm maior peso no cenário internacional e deveriam ser mais ilustradas.

As forças profundas das relações internacionais (mídias televisivas jornalísticas) repercutem num cenário de guerra e de catástrofes humanas anunciadas. Isso não é normal.

A modernidade curiosa nada mais é do que esta ignorância quanto aos fatos. Não há a menor reflexão sobre o que está sendo dito ou noticiado. Uma curiosidade burra, desinteressada, massificada, e quiçá inútil, em virtude de não servir de apoio para uma modificação da maneira de pensar hodierna. 

Se perdemos a capacidade de nos chocar e indignar com tais notícias, melhor não sejamos telespectadores dessas reportagens, pois o interesse de informar também deveria pressupor o de se importar com os outros e não apenas jogar uma informação como se ela fosse corriqueira ou desimportante.    

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O medo líquido, deve ser enfrentado!

Na antiguidade, o medo era conhecido: a escuridão. Por ocasião da falta de iluminação pública, que não existia obviamente, os perigos de sair à noite assombravam as pessoas daquela época, seja por temerem a assaltos, assassinatos ou estupros, seja por temerem a fantasmas ou almas penadas.


"'Medo' é o nome que damos a nossa incerteza : nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito – do que pode e do que não pode – para fazê-la parar ou enfrentá-la, se cessá-la estiver além do nosso alcance." (BAUMAN, Zygmunt. O Medo Líquido. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p.7).

O medo sempre pululou a mente das pessoas. Ele, entretanto, mantém vivos os seres humanos que buscam agilizar táticas e estratégias com o intuito de minimizá-lo ou vencê-lo. 

O ser é o ser preocupado, jogado na existência e o medo faz parte dessa preocupação humana na sua jornada existencial. 

É natural e até saudável sentirmos um pouco de medo das situações e circunstâncias que nos cercam, o que prejudica nossas vidas é o excesso de pânico. Ele traz uma ansiedade descomunal, originando a "moderna" doença da depressão.


Ocorre que, hodiernamente, o medo se compagina com a liquidez das relações humanas, cada vez mais frágeis e com poucos significados.

O medo líquido é aquele enfrentado pela geração recente, por ocasião da velocidade, do enorme volume de informações e da dependência extrema da tecnologia.

O que parece certo hoje, amanhã não é mais. A velocidade com que as coisas modificam-se e com a qual a informação toma corpo, produziu pessoas doentes imersas em um mar de desespero fóbico.

Viver tornou-se um pesadelo para esses tais, porquanto não enxergam mais a beleza da vida. O mecanicismo e o tecnicismo fez de pessoas normais, acéfalas de senso crítico.

O contraponto do mundo hodierno é esse, quanto mais a tecnologia avança e a informação se difunde, menos se conhece e se consegue vencer obstáculos que se agigantam a cada dia, tornando a vida muito mais difícil.

O medo líquido corrobora com esse mundo novo, da espionagem, da fragilidade das relações, do controle mental, etc.

O que seria o medo líquido? 

Praticamente, tudo o que se nos apresenta pode nos tornar fóbicos, em virtude da pouca certeza que temos do amanhã. Antes a certeza parecia algo concreto. A partir da inclusão nesse meio tecnológico e volátil, não há mais falar-se em certezas. A não ser a morte que é termo (evento futuro e certo).

Como enfrentar o medo?

A única alternativa de vencer o medo é encará-lo, enfrentá-lo e vencê-lo. Algumas pessoas tidas como medrosas, venceram seus medos com facilidade quando postas às situações que as atormentavam.

"Bizarro, embora muito comum e familiar a todos nós, é o alívio que sentimos, assim como o súbito influxo de energia e coragem, quando, após um longo período de desconforto, ansiedade, premonições sombrias, dias cheios de apreensão e noites sem sono, finalmente confrontamos o perigo real: uma ameaça que podemos ver e tocar. Ou talvez essa experiência não seja tão bizarra quanto parece se, afinal, viermos a saber o que estava por trás daquele sentimento vago, mas obstinado, de algo terrível e fadado a acontecer que ficou envenenando os dias que deveríamos estar aproveitando, mas que de alguma forma não podíamos – e que tornou nossas noites insones(...). Todos nós já ouvimos histórias de covardes que se transformaram em intrépidos guerreiros quando confrontados com um “perigo real”; quando o desastre que tinham esperado, dia após dia, mas em vão tentavam imaginar, finalmente ocorreu. O medo é mais assustador quando difuso, disperso, indistinto, desvinculado, desancorado, flutuante, sem endereço nem motivo claros; quando nos assombra sem que haja uma explicação visível, quando a ameaça que devemos temer pode ser vislumbrada em toda parte, mas em lugar algum se pode vê-la." (BAUMAN, Zygmunt. O Medo Líquido. Tradução Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2008, p. 6-7).

Em síntese, não podemos nos enredar nas teias do medo sem antes enfrentá-lo e tentar vencê-lo, pois aos homens foi dada a capacidade de vivenciar as situações e buscar vencê-las. Não há necessidade de imaginá-las antes que aconteçam (antecipar-se ao medo), mas sim de vivenciar a fobia e de se planejar contra a mesma com antecedência, posto que o medo imaginado é bem pior do que o vivenciado, em decorrência de "monstros" que criamos e nem imaginamos que fomos nós que os alimentamos.       

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PEC 298/2016 - Golpe? Uma Nova Constituição?

"PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO N° 298 (Dos senhores Deputados Rogério Rosso, Miro Teixeira e outros) 

Inclui artigo no Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal para prever a convocação de Assembléia Nacional Constituinte. 

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional: 

Art. 1º O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar acrescido do seguinte artigo: “Art. 101 Os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reunirse-ão, unicameralmente, em Assembleia Nacional Constituinte, livre e soberana, no dia 1º de fevereiro de 2017, na sede do Congresso Nacional, na forma do disposto neste artigo. 

§ 1º O Presidente do Supremo Tribunal Federal instalará a Assembleia Nacional Constituinte e dirigirá a sessão de eleição do seu Presidente. 

§ 2º A Assembléia Nacional Constituinte deliberará, preferencialmente, sobre matéria atinente à Reforma Política e Eleitoral, sendo vedada a apreciação de proposta tendente a abolir: 

I- o Estado democrático de Direito; 

II- a separação dos Poderes; 

III- o voto direto, secreto, universal e periódico; 

IV- a forma federativa de Estado V- os direitos e garantias individuais; e 

VI- o pluralismo político. 

§ 3° A revisão constitucional de que trata este artigo deverá ter prazo certo e determinado, que observará o encerramento da 55ª Legislatura. Câmara dos Deputados.  

§4° As Emendas à Constituição decorrentes do disposto nesse artigo serão promulgadas depois da aprovação de seu texto, em dois turnos de discussão e votação, pelo voto de três quintos dos membros da Assembleia Nacional Constituinte.” 

Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação. 

JUSTIFICATIVA 

O ano de 2016 foi simbólico para a sociedade brasileira e para nossas instituições democráticas. O impedimento de uma Presidente da República e a cassação de um Presidente da Câmara dos Deputados, Chefe de um dos Poderes Constituídos e terceiro na linha de sucessão presidencial, evidenciaram a crise que vive nossa democracia e escancararam a necessidade premente de mudança (Negativo senhores parlamentares, significa que finalmente alguém está sendo punido por crimes de colarinho branco nesse país de sacanagem. Não tem a ver com crise da democracia. Meu Deus, que demagogia absurda!). 

Diante de tal cenário, cabe ao Congresso Nacional chamar para si a responsabilidade que lhe confere a Lei Maior e adotar as medidas necessárias ao restabelecimento da normalidade e da pacificação institucional pela qual anseia a sociedade. (Malditos hipócritas e assassinos sociais esses parlamentares. Praticamente, em sua maioria, criminosos, agora querem calar o judiciário a todo custo. Isso não tem dedo do povo, ele jamais reconhecerá tal golpe contra uma Constituição que, apesar de ser uma colcha de retalhos, garante diversos direitos, mesmo que em tese. Um golpe anunciado. Bravo!!!)

Entendemos que somente por meio da convocação de nova Assembléia Nacional Constituinte é que podemos repensar os alicerces de nosso Estado Democrático de Direito (por que só agora? Isso realmente merece que o povo se manifeste contra tal PEC por absurda e inconveniente), em especial no que concerne ao sistema político vigente.

Medidas pontuais ou paliativas somente terão o condão de postergar a verdadeira reforma de que necessitamos para dar corpo às mudanças que almejamos. Fazendo referência às palavras proferidas pelo então Presidente da República, José Sarney, quando da convocação da Assembleia Nacional Constituinte que deu origem à Constituição da República promulgada em 5 de outubro de 1988, “o que faz a autenticidade das Constituições não é a forma de convocar-se o Colégio Constituinte: é a submissão do texto fundamental à vontade e à fé dos cidadãos” (falácia braba).

Diante do exposto, contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação da presente Proposta de Emenda à Constituição. 

Sala das Sessões, em de outubro de 2016. 

DEPUTADO ROGÉRIO ROSSO 
DEPUTADO MIRO TEIXEIRA"

Se isso daí passar, é chegado o fim do mundo e o direito será colocado como refém dessa corja de corruptos. Não haverá mais falar-se em democracia. Aliás, democracia há de verdade neste país? 

Ao menos agora começam a ser punidos bandidos do colarinho branco e isso parece ser bom e razoável!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Quando tudo falha: a quem procurar?

Logicamente, uma possível resposta ao título dessa postagem será: Deus ou Jesus ou Jeová, etc.! Não querendo ser repetitivo, mas devemos buscar dentro de nós mesmos as respostas para nossos fracassos e desapontamentos. 

Infelizmente ou felizmente, somos atores sociais voltados para essa "grande história" que se nos apresenta em formatos pouco claros e não usuais, assim como conhecemos a história que nos é contada e a achamos coisa "mágica"!

Absolutamente o oposto. A história contada é bem diversa daquela vivenciada. Há inúmeros exemplos na literatura que embelezam algo que foi terrível e exageram fatos que foram até aceitáveis para as épocas em que ocorreram.

Temos de ter em mente apenas uma coisa, olhar para nós mesmos e perguntarmos: como podemos ajudar ao que está precisando de uma palavra amiga ou de um conselho? O ser social, político, aquele interessado pelos assuntos da polis, tem de ouvir o povo e se interessar em ser útil, ter o que chamamos de animus adjuvandi. Procurar entender as situações e buscar consenso e alívio para os que realmente precisam.

Atirar palavras ao vento, dizendo que tudo falhou é uma pieguice imensa. Nada é falho. Todos temos um propósito aqui neste plano terreno. Deus (Jesus) chancela esse pensamento e nos convida a nos conhecermos para que não sejamos reféns de nós mesmos.