quinta-feira, 9 de maio de 2019

Parentes Serpente!

"Parentes Serpente", termo apresentado pela grande professora da USP e psicanalista Maria Homem. Quem nunca teve um parente assim? Uma pessoa tóxica, destrutiva, que quer apenas aniquilar ao seu semelhante, manchando a sua honra. Um verdadeiro sociopata introduzido no seio familiar.

A família, conforme repisado aqui mesmo neste blog, é a base da sociedade, consoante o artigo 226 da Constituição Federal, porém não podemos esquecer que ela também é a fonte de traumas, mágoas, intrigas e muitas coisas ruins que muitas vezes nem conseguimos imaginar. 

A cultura nesse âmbito é carregada de algo próprio dos membros que se unem para se fortalecerem e se constituírem como pessoas, preparadas para conviverem em sociedade. O espírito de proteção é vivo na figura dos pais que devem proteger às pessoas que estão em formação: os filhos.

Ocorre que, com o passar do tempo, toma forma outro tipo de espírito no ambiente familiar. Os irmãos crescem, com eles vem toda a sorte de insensatez adquirida no convívio social. O pensamento vigorante, no esquema familiar, passa a ser o individual em contraposição ao do núcleo constituído por seres semelhantes. Nesse sentido, toma corpo um novo tipo de figura: a do "parente serpente". Uma pessoa horrível que destila o seu ódio contra o que está mais fragilizado, no âmbito da família. Passa este a ser a "ovelha negra", o "patinho feio", o "adotado", enfim, o bode expiatório responsável por todas os males que acontecem no seio familiar.

Os parentes serpente possuem uma característica digna de comparação com a sociopatia, pois o egoísmo e o egocentrismo são marcas indeléveis de suas personalidades. A insensatez é tanta e tamanha que sequer sabem os pobres diabos que estão tomados pelo engano. O erro de suas reflexões denota apenas a maldade que carregam em seus corações cheios de ódio e ressentimento.

A sugestão de Maria Homem é que nos afastemos desses tais. Eles abraçam a ignomínia como quem aperta a uma criança querendo sufocá-la. Fingem ser pessoas do bem, cordiais. Aproximam-se, sorrateiramente, para conquistar a confiança das suas vítimas, mas pelas costas maquinam toda a sorte de maledicências e de destruição contra o seu próprio parente. Situação semelhante a do seriado "Umbrella Academy" da Netflix, em que Vanya, a personagem, sem poderes, o "patinho feio", é excluída do grupo sofrendo com a situação por ser "a diferente", coisa que no fim acaba mal para todos do grupo familiar e até para os de fora.     

sábado, 13 de abril de 2019

Documentário do Brasil Paralelo acerca do Período Militar, 1964: entre armas e livros.

O excelente documentário do Brasil Paralelo, exibido via canal do youtube, apenas denota que as salas de cinema no Brasil, a exemplo da Cinemark que proibiu a exibição do mesmo, estão a se preocupar não com a sua imagem ou com o dinheiro, mas com fantasias para iludir ao povo.

A "narrativa" revisionista dos entrevistados pelo Brasil Paralelo gerou o maior furdúncio na mídia tradicional. Alegam os opositores ao conteúdo que o tal documentário é uma tentativa de esconder os podres do regime militar. Ocorre que nada disso foi visto no trabalho exibido dia 02/04/2019, no Canal dos patrocinadores do vídeo que elucidou, assertivamente, com provas testemunhais, que houve apoio popular ao "Golpe". 

Não isentaram de maneira alguma o que foi feito após, como na questão do AI-5, claramente ditatorial. Ocorre, porém, que os EUA não tiveram qualquer participação no evento. Fora uma ala da linha dura do Exército que tomou o poder, após o governo de Castelo Branco.

Jango fugiu do país. Havia uma revolução por parte dos comunistas que foi sufocada pelos militares, mas o povo apoiou. Tudo bem documentado e argumentando os pontos que deixam dúvidas até hoje, no sentido de conferir caráter de contrarrevolução ao famigerado "Golpe Militar" que não houve de fato.

Os livros de história contam a versão da esquerda caviar, fulcrada nos ensinamentos de Antônio Gramsci que preconizou a revolução cultural no Brasil. É necessário que se digam as razões de a esquerda se preocupar tanto com o período de 1964 a 1985. 

Eles queriam implantar a ideologia comunista, fracassada da URSS, em nosso país, porquanto são loucos e acreditam em ideologias delirantes como a de Karl Marx, diversamente da direita delirante de Leandro Karnal, que afirmou também que o primeiro empreendedor da história foi o diabo. 

Há razões fartas para acreditar que a ideologização do modus vivendi do homem capitalista por crenças ilusórias prejudica o seu raciocínio e o seu convívio em sociedade.

Os revolucionários esquerdistas não se conformam com a óbvia derrota, no sentido de que fracassaram ao tentar implantar o comunismo marxista em nosso país. Por outro lado, cabe observar que eles venceram de modo maquiavélico, nos nossos dias, ao lançarem mão do "projeto de poder" que é a revolução cultural gramsciana, em território tupiniquim.

O poder dos esquerdistas é gigantesco. Ele se imiscui em praticamente todas as esferas sociais através de discursos de igualdade (só se for na pobreza e entregando o dinheiro nas mãos do ditador que estiver no poder), bandeiras defendendo o "politicamente correto" (só se for para salvar a cara deles, mas eles são incorretos com muitas das políticas que defendem, a ponto de cometerem crimes), "direitos humanos", aprovação de leis totalmente inócuas, controlando a mídia marrom e etc.

Não é demais ressaltar que a mídia marrom é uma força profunda das relações internacionais, inclusive. Há nesse sentido que se observar a falta desta para com o zelo pela verdade. A primeira a espalhar as tais fake news é justamente aquela que afirma abominar e lutar contra as mentiras nos veículos de comunicação, como a Globo News ou será Goebbels News?

É incrível o poder de camaleão sem-vergonha que certos canais de televisão têm de surrupiar do telespectador a sua capacidade de pensar. Ora, a Globo foi de acordo com a tomada de poder em 64 pelos militares, através de seu representante máximo, Roberto Marinho, agora o discurso é totalmente diferente. Isso tem nome: mau-caratismo!

É importante que se veja o outro lado da história, pois sabemos a que os vencidos (esquerdistas) vieram para roubar, matar e destruir (como bons seguidores do "coisa ruim"). Cansa ouvir a distorção da história milhares de vezes por estes contada, como um disco arranhado.

Necessário que se faça o cotejo dos livros tradicionais de história, acerca do assunto, com o documentário do Brasil Paralelo, com o fim de que se reflita sobre a verdade. 

O que realmente aconteceu em 1964, houve um golpe ou uma contrarrevolução fomentada por guerrilheiros comunistas? Faz sentido o discurso da esquerda? O povo estava a favor ou contra o Comunismo? Por que raios o Parlamento apoiou a tomada de poder pelos militares? João Goulart tinha sanidade mental para governar? 

Questões como essas fazem com que reflitamos acerca do período e de suas circunstâncias. Obviamente que após 64 houve sim um período de censura e repressão; o que pode ser justificado pela resistência de jovens esquerdistas que queriam sim tomar o poder, como o fizeram efetivamente anos depois, no início do século 21, através da revolução cultural gramsciana pelos seus idiotas úteis, os intelectuais orgânicos.        

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Paulo Guedes e CCJ: Deputados Sem Noção?

Assistir à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados, via Youtube, é mais divertido e engraçado que assistir ao Chaves no SBT.

O assunto é a Reforma da Previdência, mas parece aquele programa da Cristina Rocha, "Barracos de Família", isto é, "Casos de Família". 

Os deputados com seus argumentos, aos berros, em desfavor da proposta, afirmam que o projeto de lei do Doutor Paulo Guedes privilegia aos ricos, que o pobre vai pagar a conta, que mexer no BPC (Benefício de Prestação Continuada) vai ter um custo social imenso e outras falácias como, aquela de que o projeto de lei vai beneficiar aos bancos, cada imbecilidade que não tem pé e nem cabeça.

Ao dar a palavra ao excelentíssimo ministro da economia, Paulo Guedes, o argumento foi bem claro e sucinto, no sentido de conferir a culpa do desastre econômico atual àqueles parasitas da Casa Legislativa do Povo que saqueiam-no diuturnamente.

Ora, se em vários anos os parasitas nada fizeram pela economia, a não ser saqueá-la, por que não dar uma chance ao governo que possui apenas três meses de vida para tentar mitigar o problema econômico? 

O que o ministro destacou deixou a bancada dos esquerdistas revoltada, porque eles sabem que é verdade. A esquerda assaltou os cofres públicos durante anos.

Destaque a Maria do Rosário, como sempre, no quesito escândalo e histeria. Ela lembra bastante aquela personagem do filme: "Uma Rajada de Balas", de 1967. Mais especificamente a que fazia o papel da esposa do personagem interpretado pelo ator Gene Hackman. Aquela "escandalosa", que  Bonnie não suportava, por conta de sua voz irritante e histérica. A voz lembra um pouco a da dubladora da personagem em Português. Quem consegue suportar o ruído de tamanha cretinice?

O pior é que temos de aguentar a esses canalhas que estão na Câmara dos Deputados por logos 4 anos (uma legislatura). Salvo raríssimas exceções, são todos uns pilantras que não querem fazer nada pelo país. Especialmente a esquerda psolista e a petista. Estão lá para fazer oposição. Porém, estavam no poder pouco tempo atrás e fizeram as piores burradas da história deste país e agora querem emperrar a aprovação da reforma da previdência.

Parece que os maus não se cansam e não desistem de acabar com o Brasil! A proposta do ministro é clara no sentido de subtrair privilégios da classe poderosa, eles mesmos: "os deputados". 

Porém, a lógica em tempos de crise, para esses "representantes" do povo (eles não me representam) sem noção é a de que: "se a farinha é pouca, meu pirão primeiro".(Bezerra da Silva, música Meu Pirão Primeiro)

Bolso, Trump e a Mídia Marrom!

Bolso foi aos EUA encontrar com Trump e parece que, com sucesso, empreendeu boas relações com o Big Brother. O entendimento entre os dois líderes trouxe benefícios ao nosso país, na medida em que a Nasa virá à base de Alcântara, acordo que possivelmente trará benefícios tecnológicos para o nosso país.

A mídia marrom chiou! Disse que o nosso representante maior está a vender o Brasil, que está a violar o princípio da reciprocidade, que seremos invadidos pelos gigantes ianques, que isso é uma clara violação à nossa soberania e etc.

A mídia marrom não tem argumentos e falsifica a verdade de uma maneira canalha e sem-vergonha. Outro argumento da mídia tradicional (esquerdista) é aquele em que o Bolso estaria a prejudicar os negócios com a China e o Irã ao negociar com os EUA.

Penso que essas fantasias da imprensa esquerdista é que atrapalham o desenvolvimento nacional. O país necessita de reconhecimento internacional e ninguém melhor que os nossos "irmãos" do norte para nos carregarem nos braços, rumo a um futuro menos indigno.

Temos problemas infinitamente maiores que esse: o da pequenez de pensamento dos esquerdistas. Estes creditam a outros países a nossa miséria ou espalham "falsamente" que entregaremos o Brasil aos EUA. Isso é um absurdo!

O Interesse dos EUA no Brasil pode não ser predatório, mas compensatório. Mutualismo também é uma forma de associação muito conhecida na Biologia, pode ser que eles necessitem de algo que nós possuímos, mas nós também necessitamos de algo que eles possuem, as tecnologias.

Contudo, interessante observar como a mídia marrom trabalha no campo da desinformação e, de maneira bem cínica, espalha aqueles jargões contra fake news. Contudo, como acreditar se eles mesmos espalham as notícias falsas?

sexta-feira, 15 de março de 2019

As Pessoas Buscam Respostas, será que elas encontram?

O ser humano é curioso por natureza. Desde pequeno, busca conhecer as coisas; o porquê delas. Isso ocorre porque vive em sociedade e necessita se adaptar à realidade social.

Consoante ensinamentos de Marcos Bernardes de Mello:

"O ser humano(...) sente a necessidade de adquirir aptidões para sobreviver dentro da sociedade. Essa aquisição de aptidões traz como consequência a sua adaptação ao meio social, o que se revela através dos comportamentos que o indivíduo integra em si, ao longo de sua existência, alguns adquiridos espontaneamente, instintivamente, outros moldados conscientemente, muitas vezes contra a própria vontade, pelos ensinamentos que a comunidade lhe concede ou impõe.(...) nasce no seio social da família - o grupo social básico - e a partir daí tem início a moldagem de suas potencialidades no sentido da convivência social(...). O jugo social representado pela atuação no sentido da adaptação é aceito como uma imposição necessária à vida social". (MELLO, Marcos Bernardes de. Teoria do Fato Jurídico: plano da existência. 10° ed., São Paulo: Saraiva: 2000, p. 4-5)

A curiosidade indelével do ser humano tem como base a sua própria gênese, constituição. Há muito mistério envolvido na existência, por isso os questionamentos são necessários para que as respostas a problemáticas fundamentais, que talvez jamais serão conhecidas as soluções, venham a ser ao menos cogitadas. Indagações como: Quem que sou? De onde vim? Por que estou neste planeta? Para onde vou? Há vida em outros planetas?

As perguntas são parte do processo da vida. A humanidade sempre foi inconformada com a sua condição social e por isso buscou subterfúgios para modificar o meio, o sistema, em que vive. Questiona-se e irresigna-se contra a adaptação social através de teorias que, na maioria das vezes, estão erradas, a exemplo do Comunismo.

"Esse inconformismo do homem à adaptação social é encontrável permanentemente em todo o desenrolar da história e revela, sempre, discordância com os padrões sociais que lhe são impostos. Há momentos em que essa discordância gera reações que, alcançando níveis paroxísmicos, levam à revolução, com  alterações, muitas vezes profundas, nos modelos de conduta social(...). Teoricamente ou na prática, a verdade histórica, porém, frustra qualquer esperança de que a sociedade possa prescindir dos instrumentos de adaptação social, especialmente o direito. Em todos os tempos as transformações sociais jamais passaram de metamorfoses, quer dizer, de mudanças de forma, apenas." (Idem, p. 5).

O fato é que o homo sapiens "jamais se despe, por completo, de seus instintos egoístas, motivo pelo qual não consegue apagar, nem mesmo superar a sua inclinação; muito natural de fazer prevalecer os seus interesses quando em confronto com os seus semelhantes". (Ibidem, p. 4) 

Em "Capitão Fantástico", excelente filme estrelado por Viggo Mortensen e outros, é possível visualizar bem o tom de indignação dos personagens quanto ao "sistema". A família numerosa em filhos e o pai que havia perdido a mulher para uma doença terminal, buscam viver da natureza, utilizando técnicas de sobrevivencialismo, disciplina e organização. Repudiam o modus vivendi capitalista. Ocorre que a vida na natureza sufoca aos filhos e ao pai que passam a saquear supermercados para poderem comer. Acabam por buscar socorro no avô paterno que é rico. Sem opção, a família volta ao convívio social, mesmo o pai discordando do "sistema"! 

Nesse ponto, podemos dizer que o todo (sociedade) fez pressão sobre a parte (família).

"Parece claro, assim, que a própria vida social não só impõe, como não pode prescindir da adaptação do homem, motivo pelo qual os processos de adaptação social, especialmente o Direito, são indispensáveis à convivência inter-humana. O Direito - como, de resto, todos os processos de adaptação social -, conquanto seja essencial à sociedade, não no é ao homo naturalis, ou seja, ao homem em estado de natureza. (...) Daí ser imperiosa e irremovível a necessidade que tem a comunidade de manter sob controle o comportamento de seus integrantes, contendo-lhes as irracionalidades e traçando-lhes normas obrigatórias de conduta, com o sentido de estabelecer uma certa ordem capaz de obter a coexistência pacífica no meio social." (MELLO, Marcos Bernardes de. Teoria do Fato Jurídico: plano da existência. 10° ed., São Paulo: Saraiva: 2000, p. 6-7)

Assim, por mais que as pessoas busquem respostas para os seus problemas, em teorias mirabolantes como o Comunismo ou em qualquer outra esfera de realidade, é cediço que a sociedade sempre vai imprimir alguma força sobre o indivíduo, de modo a moldar a sua vontade conformado-a ao que se compagina com o "bem viver" social, de maneira "hábil e eficaz" a fim "evitar o caos social e obter uma convivência harmônica entre os seres humanos."(Idem, p. 7) 
     

quinta-feira, 14 de março de 2019

A Mania do "vencedor", as relações de consumo e o tempo!

Estamos conformados em um mundo que exige a vitória sobre os desafios que nos são apresentados para que possamos nos encaixar nos padrões sociais que nos são impostos.

Devemos ser consumidores, porque as relações entre indivíduo-indivíduo ou indivíduo-coisa exigem que adquiramos algo por algum valor. Como bem explicita Ney Moura Teles em seu livro: Direito Penal, Volume 1, São Paulo: Atlas, 1998, o simples fato de acender a luz pela manhã já caracteriza que temos uma relação jurídica com alguém e estamos sob a égide do direito, temos uma obrigação: pagar a conta de luz!!!

Não é terrível que a quase totalidade das relações que estabelecemos diariamente tenha a ver com gastar dinheiro ou consumir algo que nos custe?

Sempre gastamos algo. O tempo que também é dinheiro, na visão de muitos, como Felipe Pondé, parece algo tão artificial que sequer conseguimos entender como isso funciona.

Como posso transformar meu tempo em dinheiro? São relações muito complexas, haja vista que o simples fato de respirar já nos faz consumir tempo, estaríamos assim perdendo dinheiro ou tempo?

Precisamos pensar sobre essas coisas: ser um vencedor, senão você é um fracassado e não se encaixa no padrão social, não presta para a vida em sociedade; consumir algo ou gastar algo, porque o direito a não consumir, praticamente inexiste ou é muito mitigado; e o tempo como sinônimo de dinheiro.

Qual é o lugar do homem em todas essas coisas? Seria ele um escravo delas? Um ser narcisista que necessita estar sempre no topo da vida para ser, já que ser é ser reconhecido, no campo da Sociologia?

"Vida para o consumo", esse é um título de um dos livros de um grande escritor que se foi, mas seus pensamentos permanecem muito vivos. Zygmunt Bauman ilustrou bem o que vivenciamos cotidianamente. Seria essa vida uma vida de fato ou só artificial? Consumir por consumir sem precisar, como nas campanhas publicitárias que criam uma necessidade para nós, mas que é uma grande mentira, como no seriado Mad Men: Inventando a mentira! Este é um seriado espetacular, quem tiver a oportunidade, assista. 

É um retrato de nossa sociedade esse seriado, retrata fatos que remontam ao século passado, mas que permanecem tão vivos quanto nós seres que ainda respiramos neste velho mundo. Só o que falta é pagarmos pelo ar que respiramos, como na ficção "O Vingador do Futuro" em que o povo deve pagar tributo para ter o direito de respirar o ar em Marte, caso contrário, ele é cortado ou como no desenho infantil "Lorax", em que o "ar" é vendido por O' Hare, o vilão, em garrafas de vidro.   

O consumo deixou de ser conforto e passou a nos escravizar e nos pressionar ainda mais. Somos sufocados por tantas coisas que ao nem menos sabemos para que servem e porque foram introduzidas em nosso cotidiano.

Posicionando-se na dianteira das coisas que nos escravizam vem o tempo. Implacável e temível. Há filósofos que dizem não ser uma ficção, uma convenção humana, mas sim dinheiro.

Penso ser difícil pensar no tempo desta maneira. Ele é valioso sim, mas não na perspectiva financeira. Não necessariamente devemos possuir tempo para que façamos dinheiro (erradamente dito, ganhar dinheiro. Ninguém ganha dinheiro, sempre há um custo por conta desta moeda de curso forçado que é necessária ao sistema de trocas sofisticado do nosso século).

Nessa mesma linha de raciocínio segue o rol das exigências modernas. São tantas e tamanhas que qualquer pessoa enlouquece ou se frustra facilmente, mesmo aqueles que ocupam os primeiros lugares na existência, os vencedores e campeões. Não é à toa que muitos, mesmo os mais famosos ou ilustres, estão a se desentender com a vida, entristecidos em seus relacionamentos conjugais ou laborais. Deprimidos?

Vivemos em uma sociedade depressiva sim. Um ambiente que favorece a pensamentos muito destoantes dos coloridos dos filmes de cinema ou dos seriados da Netflix. Há algo bastante errado com as relações que estabelecemos neste mundo.

"Uma sociedade que não estimula a interiorização, que ama os holofotes da mídia, que valoriza somente quem atinge o pódio, que louva excessivamente quem é premiado, pode ser saudável? Não, pois apenas uma pequeníssima minoria atinge esses patamares!" (CURY, Augusto. O Código da Inteligência: a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil/Ediouro, 2008, p. 190).

Relações jurídicas só se estabelecem com pessoas, mas parece que em um futuro próximo, estaremos estabelecendo relações jurídicas com coisas também, porquanto a robótica avança a cada dia. Será que seremos capazes de nos conformar a essa nova realidade?

O certo é que o mundo evolui (ou involui), o tempo passa, o tempo voa, mas a "Poupança Bamerindus" não continua numa boa, porque já foi consumida faz tempo pela necessidade de gasto e nos tornamos muito infelizes, mesmo sendo vencedores! 

O Direito Fundamental ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado!

Reza o artigo 225 da CF/88 que: "Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações."

O artigo encimado trata de um princípio do direito ambiental dos mais caros, o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Confere as diretrizes de tal direito. Mas o que seria um ambiente ecologicamente equilibrado?

Consoante o artigo 3°, I, da Lei nº 6.938/81, entende-se por: "meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas forma."

Portanto, um meio ambiente ecologicamente equilibrado é aquele que garante proteção a todas as formas de vida. Neste ponto, devemos observar as normas que regulamentam o direito ambiental, de maneira que não desperdicemos os recursos naturais que não se regeneram.

A falta de preocupação com o meio ambiente e com as políticas que incentivam a sua proteção justificam o rigor na fiscalização e a aplicação de multas severas a quem transgride ao meio ambiente, justamente por esse ser um direito fundamental que também guarda relação com o princípio da dignidade da pessoa humana.

Ora, somente com qualidade de vida podemos vislumbrar a este princípio que embasa todos os demais, conforme os organismos internacionais afirmam que a dignidade da pessoa humana é o princípio basilar. Como usufruir de dignidade em um ambiente estragado pela poluição ou pelas desigualdades gritantes, no trato da justiça social?

Devemos ter a consciência de que o mínimo para que possamos existir e ter uma vida digna compagina com a preservação sócio-sustentável do ambiente também, na medida em que há uma maior requisição da alteridade, em tempos de crise (crise aqui entendida de forma ampla, em esferas multifacetadas de existência). 

Há a necessidade de que as políticas públicas façam algo para que se introduzam melhores práticas, no que se refere ao meio ambiente em todas as suas esferas. 

Em resumo, um ambiente ecologicamente equilibrado, direito fundamental, não se refere apenas à preservação da natureza. É um conceito que transcende a cada indivíduo; é global e, portanto, merece a observação de todos para que se perfectibilize no seio social!