sábado, 9 de abril de 2016

O Marxismo Petista!

O marxismo petista caracteriza-se pela literatura de Fanon, consoante descreve Jean-Christophe Rufin, a atividade dos revolucionários marxistas terceiro mundistas não está preocupada com os desvios, riscos e nem tolera limites aos seus objetivos, são seus princípios norteadores os seguintes:

"-Abandonar as distinções abstratas proletários/exploradores e, mesmo, colonizador/colonizado para se limitar à exaltação de um conflito concreto dominador/dominado. É preciso identificar um inimigo simples e próximo: grande proprietário, narcotraficante, policial, tribo vizinha, religião rival, governo no poder. Diante dessa força bem cotidiana visível e conhecida é que o dominado tomará consciência de seu ódio.

-Preservar o incerto sobre o futuro. A considerar o futuro, corre-se o risco de se imaginar a si mesmo vítima de um terror transformado em sistema (o que ocorre com a Presidente atual que está a sofrer com um processo de impeachment ambicionado pelos partidos de ideologias diversas). Para evitá-lo, é preciso tudo concentrar no ato revolucionário e desviar a atenção de seu desdobramento (e haja mortadela para atingir esse desvio). O objetivo é concreto. É político, é a revolução centrada na figura odiosa do dominador (capitalista).

- Legitimar a violência (MST) e, mesmo, o terror, já vistos como o instrumento essencial do perseguido que quer se tornar perseguidor. O terror se espalhará na eliminação do opressor; depois, trará a paz;

- Autorizar a negação dos valores greco-latinos: cultura científica, progresso técnico, direitos humanos, democracia, política, liberdade de costumes e, sobretudo, a racionalidade econômica, as amarras compartilhadas pelo malthusianismo científico e o FMI (podemos dizer que a democracia no Brasil está a ser mitigada por ocasião de o povo não deter o poder de fato. Certo que com uma rejeição de 70% do povo, qualquer representante de um país sairia do poder imediatamente , o que não ocorre por aqui).

- Utilizar a vertente leninista-jacobina da ação revolucionária, não como vanguarda da sociedade futura, mas como maestro da ação revolucionária, um simples instrumento do ódio (perceptível que o que se deseja é o poder pelo poder. Permanecer no mesmo é mais significativo do que construir um futuro baseado no progresso científico. Salta aos olhos e no deixa a todos incomodados o percentual do PIB empregado em Ciência e Tecnologia, Educação e Saúde. Uma parcela pífia do PIB que jamais tornará o Brasil um país sério e preocupado com os seus cidadãos de fato).

- Recorrer ao registro cultural local: mitos, religiões, superstições (o mito Lula de desenvolvimento). Aí está provavelmente o essencial. É preciso substituir o jargão marxista pelas imagens que falam ao espírito daqueles que se que mobilizar, ou misturar o jargão e as imagens. É nas tradições locais que se tem de buscar os gatilhos mentais, os que acionam a revolta, o ódio e obediência ao chefe. Pois as culturas os têm, e o grande erro do terceiro mundismo argumentativo foi o de não saber descobri-lo." (Apud RUFIN, Jean-Christophe. O Império e os Novos Bárbaros. Trad. André Amado, 3° Edição. Rio de Janeiro: Bibliex, 1996, p. 87-89).

É assim que o Partido dos Trabalhadores quer implantar no Brasil a sua particular ideologia acerca do marxismo que tanto defende, através do ódio entre as classes sociais. Os despossuídos de recursos como os do Movimento sem Terra invadindo grandes propriedades e até matando pessoas inocentes são louvados como heróis na Câmara dos Deputados por políticos corruptos, da bancada governista, que estão sim a institucionalizar o ódio.

Destarte, as brigas incitadas relativamente aos manifestantes que estão a reivindicar a queda dos corruptos e o Partido que apregoa o ódio. Este utilizando de maniqueísmos como o de que a classe Média ou rica quer que os pobres padeçam e não recebam auxílio do governo por meio do Bolsa-Família. Ocorre, porém, que o que se deseja é derrubar um governo corrupto que não soube investir adequadamente os seus recursos com os seus súditos/cidadãos. Investindo-os, porém, em Copa do Mundo, Olimpíadas, desalojando muitas famílias, e ainda os escândalos de corrupção na Petrobrás, tornam o nosso país uma piada no exterior.

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