quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

E se fosse possível voltar no tempo?

Stephen Hawking, um dos mais famosos astrofísicos teóricos e gênios da atualidade, idealiza em seus livros a possibilidade das viagens no tempo. Seria possível voltar no tempo e consertar o que erramos?

"É delicado especular abertamente sobre viagem no tempo. Corre-se o risco ou de protestos contra o desperdício de dinheiro público em algo tão ridículo, ou de uma solicitação de que a pesquisa seja classificada para propósitos militares. Afinal de contas, como poderíamos proteger alguém com uma máquina do tempo? Essa pessoa poderia mudar a história e dominar o mundo. Pouco cientistas são tão imprudentes a ponto de trabalhar em um tema tão politicamente incorreto nos círculos da física." (HAWKING, Stephen. O Universo numa Casca de Noz. Trad. Mônica Gagliotti Fortunato Friaça; consultoria Amâncio César Santos Friaça, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 133.)

Essa discussão é possível nos termos da teoria da relatividade geral de Einstein que decifrou, por meio de equações, que o espaço-tempo era curvo e distorcido pela matéria e energia existentes no Universo.

"Na relatividade geral, o tempo pessoal de um observador, medido pelo seu relógio, sempre aumentaria, exatamente como na teoria newtoniana ou no espaço-tempo plano da relatividade restrita. Porém havia agora a possibilidade de que o espaço-tempo pudesse ser tão deformado que você poderia decolar em uma espaçonave e retornar antes de partir." (Idem, p. 135.)

Uma forma de se obter isso são os denominados "buracos de minhoca", espécies de portais que conectariam uma espaçonave em regiões diversas do espaço-tempo, possibilitando romper com os limites de velocidade conhecidos, permitindo viagens galáticas e temporais.

Pode parecer muita viagem, mas e se fosse possível voltar no tempo? Será que as escolhas seriam tão diferentes ou será que seriam piores ainda?

Não é possível saber, porque esse tema pertence ao campo da física teórica e a teoria muitas vezes não se compagina com a realidade. Sonhar é preciso, mas viver a realidade é algo que não podemos nos furtar.

Não posso dizer que não gostaria de voltar no tempo e desfazer todos os erros que cometi, mas talvez simplesmente eu não possa fazer isso, mesmo com uma máquina do tempo, por se incapaz de tal coisa, não por ocasião de paradoxos, mas pelo medo de estar fazendo novamente uma coisa errada, num ciclo vicioso.

Erros são importantes. Cometê-los nos faz pensar que podemos consertar não retroagindo a eles, mas nos tornando pessoas mais fortes, convivendo com nossas escolhas erradas. Errar é humano, uma condição para a existência. Precisamos errar para que tenhamos estímulos na vida. 

Bom seria se não tivéssemos essa preocupação em sempre acertar ou fazer as escolhas adequadas, porque a vida é uma sucessão de fatos, "bons" ou "maus". Cada pessoa tem uma visão diferente do mundo que a cerca! 

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